NovaCana

Analistas projetam produção de açúcar recorde na 1ª quinzena de junho

Com o direcionamento de 47,5% da matéria-prima para a produção da commodity, volume deve aumentar 50% em relação ao mesmo período da safra anterior

NovaCana 5 min de leitura

Por Nicolle Monteiro de Castro*

A produção de açúcar pelas usinas do Centro-Sul deve totalizar 2,814 milhões de toneladas na primeira quinzena de junho, um aumento de 50% ano a ano. O valor representa um consenso entre as expectativas de analistas consultados pela S&P Global Platts em 22 de junho.

Se as estimativas estiverem corretas, a região entregará o maior volume de açúcar já visto para os primeiros 15 dias de junho. Trata-se de um aumento de 17,74% em relação ao recorde anterior, de 2,39 milhões de toneladas em 2017/18.

A produção brasileira de açúcar tem batido recordes desde o início da safra 2020/21 no Centro-Sul. A fabricação tem sido incentivada porque o preço do adoçante, quando convertido para o real, representa uma melhor remuneração que a obtida pela venda de etanol no mercado doméstico.

Segundo os analistas, a quantidade de cana-de-açúcar moída na primeira quinzena de junho deve totalizar 42,45 milhões de toneladas, um valor semelhante às 42,55 milhões de toneladas moídas no mesmo período do ano anterior. Se esta previsão estiver correta, a moagem acumulada de cana da safra 2020/21 será de 144,86 milhões de toneladas.

Dos dez analistas pesquisados, o intervalo das previsões para o esmagamento de cana na primeira metade de junho ficou entre 40,7 milhões e 44 milhões de toneladas.

A União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) deverá divulgar seus números oficiais de produção nos próximos dias.

Por Nicolle Monteiro de Castro*

A produção de açúcar pelas usinas do Centro-Sul deve totalizar 2,814 milhões de toneladas na primeira quinzena de junho, um aumento de 50% ano a ano. O valor representa um consenso entre as expectativas de analistas consultados pela S&P Global Platts em 22 de junho.

Se as estimativas estiverem corretas, a região entregará o maior volume de açúcar já visto para os primeiros 15 dias de junho. Trata-se de um aumento de 17,74% em relação ao recorde anterior, de 2,39 milhões de toneladas em 2017/18.

A produção brasileira de açúcar tem batido recordes desde o início da safra 2020/21 no Centro-Sul. A fabricação tem sido incentivada porque o preço do adoçante, quando convertido para o real, representa uma melhor remuneração que a obtida pela venda de etanol no mercado doméstico.

Segundo os analistas, a quantidade de cana-de-açúcar moída na primeira quinzena de junho deve totalizar 42,45 milhões de toneladas, um valor semelhante às 42,55 milhões de toneladas moídas no mesmo período do ano anterior. Se esta previsão estiver correta, a moagem acumulada de cana da safra 2020/21 será de 144,86 milhões de toneladas.

Dos dez analistas pesquisados, o intervalo das previsões para o esmagamento de cana na primeira metade de junho ficou entre 40,7 milhões e 44 milhões de toneladas.

A União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) deverá divulgar seus números oficiais de produção nos próximos dias.

Mix e preços

Segundo a pesquisa, a proporção de cana usada para a produção de açúcar no Centro-Sul durante a primeira quinzena de junho deve aumentar para 47,89% ante os 35,69% registrados um ano antes. Essa maior maior parcela se deve aos preços mais altos do açúcar para exportação e ao consumo reduzido de etanol no mercado interno.

Assim, os analistas esperam que o mix para o etanol caia para 52,11% na quinzena, frente aos 64,31% do mesmo período da safra anterior. Como o volume de cana triturada deve permanecer praticamente inalterado, a quantidade total de etanol produzida deve cair 13,9% na comparação anual, indo para 1,79 bilhões de litros.

A produção do hidratado, especificamente, deve cair 12,5% no mesmo comparativo, para 1,19 bilhão de litros, enquanto a produção de anidro no período deverá atingir 596 milhões de litros, uma queda de 16,6%.

platts pesquisa 230620

Em relação aos preços, em 22 de junho, a Platts avaliou o etanol hidratado, convertido em açúcar bruto equivalente, a 9,89 centavos de dólar por libra-peso. Na mesma data, o mercado futuro de açúcar em Nova York se estabeleceu em 11,92 centavos de dólar por libra-peso.

Desta forma, a exportação de açúcar conta com um prêmio de 2,03 centavos de dólar por libra-peso ou US$ 44,75/t em relação ao mercado doméstico de etanol hidratado.

Com a recente depreciação do real frente ao dólar, os produtores brasileiros que optaram pela exportação também recebem um prêmio de aproximadamente R$ 235/t em comparação com o mercado à vista.

Influência do clima

De acordo com os analistas, a concentração de açúcar total recuperável (ATR) na cana-de-açúcar deve subir para 136,1 kg/t ante os 129,23 kg/t vistos na primeira quinzena de junho de 2019. O ATR mais alto reflete o clima mais seco observado no Centro-Sul desde o início da safra.

Os profissionais consultados pela Platts também estimaram uma média de quase um dia de moagem perdido por conta das chuvas. O valor está dentro das condições climáticas normais para este período do ano.

Embora o clima mais seco tenha favorecido um ritmo acelerado de moagem, alguns analistas sugerem que essas condições podem reduzir em quase 15 milhões de toneladas o volume total de cana a ser esmagada na safra 2021/22. Atualmente, são esperadas 600 milhões de toneladas em 2020/21.

* Nicolle Monteiro de Castro é especialista sênior de preços da S&P Global Platts

Com tradução NovaCana

Compartilhar: