Por Nicolle Monteiro de Castro*
A produção de açúcar pelas usinas do Centro-Sul deve totalizar 2,814 milhões de toneladas na primeira quinzena de junho, um aumento de 50% ano a ano. O valor representa um consenso entre as expectativas de analistas consultados pela S&P Global Platts em 22 de junho.
Se as estimativas estiverem corretas, a região entregará o maior volume de açúcar já visto para os primeiros 15 dias de junho. Trata-se de um aumento de 17,74% em relação ao recorde anterior, de 2,39 milhões de toneladas em 2017/18.
A produção brasileira de açúcar tem batido recordes desde o início da safra 2020/21 no Centro-Sul. A fabricação tem sido incentivada porque o preço do adoçante, quando convertido para o real, representa uma melhor remuneração que a obtida pela venda de etanol no mercado doméstico.
Segundo os analistas, a quantidade de cana-de-açúcar moída na primeira quinzena de junho deve totalizar 42,45 milhões de toneladas, um valor semelhante às 42,55 milhões de toneladas moídas no mesmo período do ano anterior. Se esta previsão estiver correta, a moagem acumulada de cana da safra 2020/21 será de 144,86 milhões de toneladas.
Dos dez analistas pesquisados, o intervalo das previsões para o esmagamento de cana na primeira metade de junho ficou entre 40,7 milhões e 44 milhões de toneladas.
A União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) deverá divulgar seus números oficiais de produção nos próximos dias.
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