Duas reportagens publicadas hoje pela Agência Estado revelam opiniões divergentes sobre o ritmo futuro das exportações brasileiras de etanol para os EUA.
O presidente da consultoria Datagro, Plínio Nastari, avalia que as exportações brasileiras de etanol para os Estados Unidos devem continuar consistentes no restante deste segundo semestre. O executivo disse que o nível atual de câmbio, com o dólar entre R$ 2,20 e R$ 2,30, favorece embarques de usinas nacionais, mesmo que a safra de milho norte-americana derrube os preços do biocombustível naquele mercado. Nas estimativas da Datagro é certo "que o Brasil fechará 2013 com exportação de 3,1 bilhões de litros". No entanto, para preencher o Renewable Fuel Standard (RFS), o etanol também enfrenta concorrência de qualquer biocombustível avançado, inclusive o biodiesel.
O biodiesel é feito, basicamente, a partir de soja, cujos preços em níveis baixos têm estimulado sua produção. "A margem para (os produtores de) biodiesel está muito boa", diz José Dirlei Marcello, gerente de Planejamento da corretora SCA Etanol do Brasil. Ele explica que a preferência pelo biodiesel deve se intensificar nos últimos meses do ano com a entrada da safra de soja norte-americana. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estima produção de 93 milhões de toneladas de soja, 13% superior à de 2012/13, o que deve baixar ainda mais as cotações da oleaginosa.
Até junho, o Brasil exportou 710 milhões de litros de etanol para os EUA, crescimento de mais de 100% ante os 333 milhões verificados no primeiro semestre de 2012, aponta a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). De acordo com as regras, confirmadas ontem pela RFS, os EUA têm de usar 2,75 bilhões de galões (10,40 bilhões litros) de biocombustíveis avançados dentro da matriz energética nacional.
Saiba mais sobre a
dinâmica entre o biodiesel e as importações de etanol pelos EUA.
novaCana.comCom informações da Agência Estado