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Análise mostra que a retomada do setor sucroenergético está começando

abengoa 161014Alguns sinais começaram a aparecer aqui e ali, mas, na última semana o setor teve um sinal concreto de que a retomada está mesmo a caminho

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Desde que a crise sucroalcooleira se aprofundou, os profissionais do setor se perguntam quando terá início a retomada. Conhecer o ponto de inflexão desta curva permite as empresas se prepararem melhor para aproveitar o momento favorável.

Alguns sinais começaram a aparecer aqui e ali, mas, na última semana o setor teve um sinal concreto de que a retomada está mesmo a caminho. Num documento oficial, resultado de projeções internas, o BNDES revelou uma mudança significativa nas perspectivas para os próximos anos.

O banco, que diz acertar 91% das suas projeções, mostrou uma mudança de direção no planejamento das usinas para os próximos anos.

Desde que a crise sucroalcooleira se aprofundou, os profissionais do setor se perguntam quando terá início a retomada. Conhecer o ponto de inflexão desta curva permite as empresas se prepararem melhor para aproveitar o momento favorável.

Alguns sinais começaram a aparecer aqui e ali, mas, na última semana o setor teve um sinal concreto de que a retomada está mesmo a caminho. Num documento oficial, resultado de projeções internas, o BNDES revelou uma mudança significativa para os próximos anos.

No início do ano passado o levantamento do banco indicava que as perspectivas de investimentos no setor sucroenérgetico tinham praticamente desaparecido, reflexo da série de problemas do mercado. Neste levantamento de 2013 foi projetado que as usinas investiriam apenas R$ 5 bilhões entre 2013 e 2016. Agora, a mesma publicação projeta que, para os próximos quatro anos, o setor de açúcar, etanol e cogeração investirá R$ 25 bilhões.

O valor estimado agora ainda é 40,5% menor do que o investido no quadriênio anterior, de 2010 a 2013, quando foram aplicados R$ 41 bilhões pelo setor. Como comparação, entre 2008 e 2011, os anos dourados do setor, os investimentos alcançaram R$ 47 bilhões, nas contas do próprio BNDES.

O banco reconhece o princípio da retomada. Segundo a análise, a retração em relação aos anos anteriores “decorre do término de um vigoroso ciclo de investimentos, por volta de 2011 e 2012, e do elevado nível de endividamento das empresas. No entanto, o cenário já foi pior, havendo atualmente uma retomada gradual dos investimentos do setor”.

Ainda assim a queda da perspectiva de investimentos, de 40,5% em comparação ao quadriênio precedente, é a maior entre os segmentos da economia brasileira avaliados pelo banco. Somente a siderurgia terá uma retração de investimentos próxima, de 38,5%, seguida pelo setor de alimentos que até 2018 deve investir 15,8% menos do que no quadriênio anterior.

BNDES investimentos 2015-2018O banco afirma que nestes setores intensivos em capital a queda na perspectiva de investimentos pode estar relacionada tanto ao menor dinamismo da demanda mundial, quanto à maturação de um ciclo de investimentos em ampliação da capacidade. “Nesse caso, a expectativa é de que o nível de utilização da capacidade volte a subir antes de vermos um ciclo mais robusto de investimento”.

Para o setor sucroenergético ainda pesam os efeitos negativos da crise financeira do fim da última década, agravada pelo endividamento elevado, safras de clima adverso e aumento dos custos que resultou no achatamento da rentabilidade das empresas. “Nesse contexto de instabilidade e incerteza, estão represados os investimentos em ampliação de capacidade produtiva do setor”.

Conforme o banco, pesam ainda o aumento da percepção de risco dos investidores, combinada à deterioração de suas perspectivas de retorno para investimentos em ampliação da capacidade, e o e endividamento ainda elevado em boa parte dos grupos econômicos do setor. Por enquanto, o investimento está restrito a alguns grupos com recursos disponíveis que apostam em fatores que podem trazer ganhos de produtividade, como a inovação tecnológica.

Para os próximos anos, o banco acredita que a busca pela eficiência energética, por maiores níveis de sustentabilidade e pela inovação tecnológica deverá pautar a agenda dos investimentos do setor. Isso deverá possibilitar o retorno da competitividade, considerada a condição necessária para a retomada dos investimentos em ampliação da capacidade produtiva.

A análise do BNDES é de que os “fundamentos principais que moldam o futuro do setor” já existem e continuarão a persistir nos próximos anos: o crescimento da frota flex e as pressões ambientais que tendem a aumentar.

A expectativa geral de investimentos, abarcados todos os segmentos econômicos analisados pelo banco, prevê alta de 17,1%, com R$ 4,101 trilhões a serem aplicados até 2018, ante R$ 3,502 trilhões aplicados no quadriênio encerrado em 2013. A taxa de crescimento anualizada é de 3,2%.
Segundo a instituição, o grau de acerto nas projeções totais em relação aos investimentos efetivos é de 91% em média.

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