Etanol

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Ampliação do consumo de etanol pode gerar economia superior a US$ 23 bi no sistema de saúde


Unica - Publicado: 08 Abr 2016 - 09:05

Aumentar o uso do etanol combustível dos atuais 28 bilhões de litros para cerca de 50 bilhões em 2030 poderá propiciar uma economia de US$ 23 bilhões para o Sistema Único de Saúde (SUS). A cifra - R$ 82,8 bilhões, em média, na cotação atual – é uma projeção do estudo “Aumento da Participação do Etanol até 2030 e Impacto Epidemiológico Estimado em Saúde” do Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

O trabalho, lançado em 2014 e atualizado em outubro de 2015 pela maior instituição acadêmica do País, analisou os gastos na rede pública decorrentes de problemas respiratórios e cardiovasculares associados ao uso de combustíveis fósseis em oito regiões metropolitanas, que juntas congregam mais de 50% da população urbana do País.

“Este incremento no consumo do etanol nos próximos 14 anos proporcionaria uma redução adicional de emissões estimada em 571 milhões de toneladas de CO2, o que evitaria a morte de quase 7 mil pessoas no período”, informa a presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Elizabeth Farina. Segundo dados publicados no último levantamento realizado pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o uso de gasolina e diesel no setor de transporte foi responsável pela emissão de aproximadamente 200 milhões de toneladas de CO2 em 2014.

O trabalho desenvolvido por pesquisadores da USP avaliou a presença de material particulado fino (MP2,5), considerado o poluente de maior efeito nocivo à saúde humana, nas cidades de São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e Vitória. Para medir o impacto destas partículas geradas pela queima de combustíveis por veículos, o estudo considerou o uso de gasolina aditivada e etanol hidratado.

INDCs

De acordo com as sua Contribuição Nacionalmente Determinada do Brasil (INDC, em inglês) apresentada durante a COP21, o País se comprometeu a reduzir em 43% as suas emissões de gases de efeito estufa até 2030 - comparado aos níveis observados em 2005. Até lá, um dos pontos mais importantes do plano prevê que a participação da bioenergia na matriz energética brasileira deverá atingir 18%.

Cálculos da Unica indicam que, para isso, serão necessárias políticas públicas de longo prazo e um ambiente regulatório saudável para atrair investimentos da ordem de R$ 40 bilhões no setor sucroenergético, cujo etanol e a biomassa da cana representam hoje 40% de toda a energia renovável ofertada internamente.

Nota novaCana: Ao contrário do informado pela Unica, a meta do INDC para a matriz energética em 2030 de 18% se refere a bioenergia e não aos biocombustíveis. Portanto, ela inclui a energia gerada pelo bagaço de cana.