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Apesar de alta de mais de 50% nos custos de produção, Diana Bioenergia segue no azul

Sucroenergética registrou sua segunda safra consecutiva de resultado líquido positivo, com R$ 25,04 milhões em 2022/23

NovaCana 7 min de leitura

O relatório financeiro e social da Diana Bioenergia, referente à safra 2022/23, começa com tom de celebração. O texto que abre o documento é assinado pelo presidente da companhia, Ricardo Junqueira, que destaca a moagem recorde de 1,6 milhão de toneladas, alta de 26,8% na comparação anual.

“A nossa meta é chegarmos a uma moagem de 2,1 milhões de toneladas”, revela Junqueira, observando que a sucroenergética pretende fazer isso sem quebrar dois de seus compromissos internos: endividamento sempre menor do que R$ 75/t e lucro líquido igual ou maior que 4%.

“Para isso, temos um modelo matemático muito abrangente, que contempla todos os nossos números de forma detalhada. Estamos trabalhando na elaboração desse planejamento para atingirmos nossa meta com respeito às premissas”, completa.

Ele ainda afirma que a companhia já iniciou seu processo de expansão para atingir este número. “Adquirimos dois ternos de moenda e obtivemos a principal licença ambiental. Assim que esse planejamento ficar pronto, vamos dar visibilidade a todo mercado”, promete Junqueira.

A safra 2023/24 também marcou o primeiro ano da sucroenergética como sócia cooperada da Copersucar. No período, a empresa fabricou 122,96 mil toneladas de açúcar (+16%) e 60,46 milhões de litros de etanol hidratado (+31,7%).

Ainda segundo a companhia, o rendimento nos canaviais foi de 83,23 toneladas de cana por hectare (+20%), com uma concentração de 141,39 toneladas de açúcar total recuperável (ATR) por tonelada (-4,1%). Com isso, a Diana obteve 11,77 toneladas de ATR por hectare (+15,2%).

Saiba mais no texto completo (exclusivo para assinantes NovaCana):

- Queda no lucro líquido da companhia
- Formação da receita
- Relação entre receitas e custos
- Desempenho operacional: lucro bruto e Ebitda ajustado
- Resultado financeiro
- Perfil da dívida e alavancagem
- Resultados em relação à moagem

O relatório financeiro e social da Diana Bioenergia, referente à safra 2022/23, começa com tom de celebração. O texto que abre o documento é assinado pelo presidente da companhia, Ricardo Junqueira, que destaca a moagem recorde de 1,6 milhão de toneladas, alta de 26,8% na comparação anual.

“A nossa meta é chegarmos a uma moagem de 2,1 milhões de toneladas”, revela Junqueira, observando que a sucroenergética pretende fazer isso sem quebrar dois de seus compromissos internos: endividamento sempre menor do que R$ 75/t e lucro líquido igual ou maior que 4%.

“Para isso, temos um modelo matemático muito abrangente, que contempla todos os nossos números de forma detalhada. Estamos trabalhando na elaboração desse planejamento para atingirmos nossa meta com respeito às premissas”, completa.

Ele ainda afirma que a companhia já iniciou seu processo de expansão para atingir este número. “Adquirimos dois ternos de moenda e obtivemos a principal licença ambiental. Assim que esse planejamento ficar pronto, vamos dar visibilidade a todo mercado”, promete Junqueira.

A safra 2023/24 também marcou o primeiro ano da sucroenergética como sócia cooperada da Copersucar. No período, a empresa fabricou 122,96 mil toneladas de açúcar (+16%) e 60,46 milhões de litros de etanol hidratado (+31,7%).

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Ainda segundo a companhia, o rendimento nos canaviais foi de 83,23 toneladas de cana por hectare (+20%), com uma concentração de 141,39 toneladas de açúcar total recuperável (ATR) por tonelada (-4,1%). Com isso, a Diana obteve 11,77 toneladas de ATR por hectare (+15,2%).

Resultados no azul

Em 2022/23, conforme os valores divulgados, a sucroenergética teve um lucro líquido de R$ 25,04 milhões, queda de 45,6% em comparação com os R$ 46,02 milhões contabilizados na temporada anterior. Apesar da retração, este caracterizou o segundo período consecutivo em que a companhia manteve o valor positivo, após outros dois de prejuízo.

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Considerando ajustes adotados pela empresa, o lucro da Diana Bioenergia passa a ser de R$ 20,14 milhões, alta de 45,9% ante os R$ 13,8 milhões da safra anterior. “Tais ajustes se fazem necessários para demonstrar o real desempenho do grupo. São eles: os efeitos de derivativos não realizados, ajuste a valor justo de ativo biológico e variação cambial (não caixa)”, justifica a companhia, em relatório.

Por sua vez, o Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado ficou em R$ 213,42 milhões em 2022/23, elevação de 16,6%.

Junqueira ainda ressalta alguns indicadores: “[A companhia teve] índices financeiros excelentes, tais como Índice de Liquidez Corrente (CCL) acima de 1,5, relação entre endividamento líquido e Ebitda menor do que 1 e, pelo quarto ano consecutivo, lucro líquido [ajustado] na última linha do nosso balanço auditado há 11 anos por empresas de auditoria externa”.

Receitas e custos

Conforme os números divulgados, a empresa obteve um faturamento bruto de R$ 425,28 milhões em 2022/23, alta de 39,1% na comparação anual. Dentro deste total, a maior parte corresponde às vendas de açúcar VHP, com R$ 220,60 milhões (+46,4%) e etanol hidratado, com R$ 194,18 milhões (+28,6%).

Além disso, a Diana também comercializou CBios (R$ 6,78 milhões), bagaço de cana-de-açúcar (R$ 188 mil) e energia elétrica (R$ 117 mil). Outras fontes de receita não identificadas geraram R$ 3,42 milhões.

Considerando impostos e outras deduções, a receita líquida da companhia passa a ser de R$ 386,45 milhões, elevação de 32,8% ante os R$ 290,94 milhões registrados em 2021/22. Esta também é a primeira vez que a companhia ultrapassa R$ 300 milhões em toda a série histórica, iniciada em 2015/16.

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Os custos, no entanto, também superaram esta mesma marca, chegando a R$ 302,69 milhões, com alta de 51,5% na comparação anual.

Desta forma, os gastos com os produtos vendidos corresponderam a 78,3% da receita líquida. O valor representa um avanço de 9,6 pontos percentuais em comparação com os 68,7% da temporada anterior e caracteriza uma margem mais apertada.

Assim, mesmo contabilizando uma valorização de R$ 22 milhões no valor justo do ativo biológico da companhia (cana em pé), a Diana Bioenergia viu uma queda de 17,6% em seu lucro bruto. O resultado passou de R$ 128,35 milhões em 2021/22 para R$ 105,77 milhões na temporada mais recente.

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Balanço financeiro e perfil da dívida

O relatório da Diana ainda aponta que a companhia teve perdas de R$ 46,12 milhões na área financeira, 86,1% superior ante o prejuízo contabilizado um ano antes.

Neste caso, as despesas cresceram 13,3%, para R$ 85,57 milhões, enquanto as receitas caíram 19,1%, indo a R$ 38,36 milhões. Além disso, a companhia também contabilizou ganhos de R$ 1,1 milhão com a variação cambial, um valor 67,2% aquém do visto na safra anterior.

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Ao mesmo tempo, a dívida bruta da companhia com empréstimos e financiamentos também aumentou. Em 31 de março de 2023, os débitos da companhia somavam R$ 279,95 milhões, elevação de 64,7% frente à posição de um ano antes.

Dentro deste total, R$ 94,47 milhões se referiam a compromissos que devem ser pagos ao longo da safra 2023/24, caracterizando alta de 56,8% nos valores classificados como tendo vencimento em curto prazo.

Por sua vez, os R$ 185,48 milhões restantes correspondem a dívidas com prazo superior, em uma elevação de 69,1%.

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Segundo a companhia, considerando a disponibilidade de caixa, a dívida líquida passa a ser de R$ 203,85 milhões, queda de 6,1% na comparação com os R$ 217,09 milhões contabilizados um ano antes. Com isso, a relação entre a dívida líquida e o Ebitda da empresa ficou em 0,96, abaixo do índice de 1,19 registrado ao final da safra 2021/22.

Indicadores operacionais

Ainda de acordo com a Diana, a relação entre o endividamento líquido e a moagem da empresa era de R$ 127,32 por tonelada. Quando é considerado o valor da dívida bruta, por sua vez, o montante passa a ser de R$ 174,86/t, alta de 30% na comparação anual.

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Aliás, como a sucroenergética registrou uma maior moagem, parte de seus resultados financeiros são diluídos se relacionados à produção. O aumento nas receitas, por exemplo, passa a ser de 4,8%, de R$ 230,35/t para R$ 241,38/t. Já os custos subiram 19,5%, chegando a R$ 189,09/t.

Em contrapartida, a queda no lucro bruto foi de 35% no comparativo entre as safras, de R$ 101,63/t para R$ 66,06/t. Já a retração no resultado líquido chegou a 57,1%, indo de R$ 36,44/t a R$ 15,64/t.

Renata Bossle – NovaCana

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