Os destaques sobre os preços dos combustíveis na semana de 6 a 12 de outubro:

Os valores do etanol caíram em 13 estados e os da gasolina baixaram em 14 unidades da federação
O consumo do biocombustível é tido como economicamente vantajoso em sete estados e no Distrito Federal
O preço do etanol hidratado subiu nas usinas goianas, paulistas e mato-grossenses
Levantamento de preços da ANP foi realizado em 343 cidades brasileiras
Entre os dias 6 e 12 de outubro, os preços do etanol caíram pela terceira semana consecutiva, enquanto os da gasolina voltaram a subir. O biocombustível foi vendido, na média nacional, a R$ 4,02 por litro, redução de 0,5% ante os R$ 4,04/L anteriores; já o seu concorrente fóssil foi comercializado a R$ 6,09/L, ampliação de 0,3% ante os R$ 6,07/L da semana anterior.
Os números divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) levam em conta não somente o que é observado nos postos, mas também os volumes vendidos – desta forma, grandes mercados consumidores têm maior representatividade no resultado.
Com isso, o preço do renovável se manteve dentro da faixa considerada economicamente favorável para o consumidor. Conforme a ANP, a relação entre o valor do etanol e o da gasolina foi de 66% na média nacional, mais vantajosa na comparação com os 66,6% de uma semana antes.
Nas médias estaduais, por sua vez, o biocombustível é considerado competitivo em sete estados e no Distrito Federal.

De 4 a 11 de outubro, o hidratado foi vendido pelas usinas de São Paulo a R$ 2,5159/L, alta de 2,3% frente aos R$ 2,459/L do período anterior. Já as usinas goianas tiveram aumento de 2,2% e as mato-grossenses, de 1,3%. Os dados são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP.
Em relação ao valor nos postos, a amostragem de municípios tem mudado a cada análise. No período mais recente, a pesquisa da ANP foi feita em 343 cidades, duas a mais do que no último levantamento. Ainda assim, houve uma queda ante pesquisas anteriores devido a uma redução na abrangência motivada por cortes orçamentários na agência.
De acordo com a ANP, de 6 a 12 de outubro, os preços médios do etanol subiram em nove estados e no Distrito Federal, caíram em 13 e ficaram estáveis em quatro. Já os da gasolina tiveram alta em 11 unidades da federação, diminuíram em 14 e permaneceram estáveis em duas.

Em São Paulo, o valor médio do biocombustível teve queda de 0,3%, para R$ 3,84/L. Já a gasolina foi vendida a R$ 5,90/L, também baixa de 0,3%. Com isso, a relação entre os preços ficou em 65,1%, seguindo em um patamar considerado economicamente favorável para o renovável.
Em Goiás, o etanol foi comercializado a R$ 4,18/L, com baixa de 1,6% na semana, enquanto a gasolina reduziu 0,3%, para R$ 6,20/L. Assim, a relação entre os preços dos combustíveis foi de 67,4%, um resultado vantajoso para o consumo do renovável.
Por sua vez, Minas Gerais registrou estabilidade no preço médio do etanol, a R$ 4,21/L, ao passo que a gasolina reduziu 0,2%, para R$ 6,14/L. Desta forma, o renovável custou o equivalente a 68,6% do preço do combustível fóssil, em um nível economicamente favorável.
Em Mato Grosso, o preço médio do etanol teve redução de 2%, para R$ 3,51/L, registrando o menor valor dentre todos os estados. No período, a gasolina caiu 0,3%, para R$ 6,04/L. Com isso, a relação entre os preços ficou em 58,1%, a mais competitiva para o biocombustível no país.
Já em Mato Grosso do Sul, o etanol baixou 0,3%, para R$ 3,82/L, enquanto a gasolina caiu 0,3%, para R$ 5,89/L. Assim, o valor do biocombustível correspondeu a 64,9% do preço de seu concorrente fóssil, em uma relação comercialmente favorável para o renovável.
Por fim, no Paraná, o etanol custou o equivalente a 68,5% do preço da gasolina, um patamar considerado vantajoso para o biocombustível. No período, o valor do etanol subiu 0,2%, para R$ 4,24/L, e a gasolina aumentou 0,2%, para R$ 6,19/L.

Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2018 estão disponíveis na planilha interativa (exclusiva para assinantes). Também é possível acessar gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.
Atualmente, a empresa contratada pela ANP para a realização do levantamento é a Triad Research Consultoria e Pesquisa de Mercado. A vigência do acordo começou em 26 de setembro de 2022 e o cronograma inicial previa um crescimento gradual da amostragem, atingindo 459 municípios até 16 de abril de 2023.
Entretanto, o alcance do estudo foi reduzido a partir de julho de 2024 devido a cortes no orçamento da ANP. Com isso, a abrangência máxima passou a ser de 358 cidades.
O levantamento mais recente totalizou 343 municípios. Sobre o assunto, a agência justifica: “É possível que a abrangência geográfica sofra variações em determinadas semanas, devido a problemas operacionais pontuais”.
Gabrielle Rumor Koster – NovaCana