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ALD Bioenergia quer processar até 2,7 mil toneladas de milho ao dia em 2026

Diretor-executivo detalha evolução da empresa e aumento produtivo nos últimos dois anos


NovaCana - Publicado: 01 Out 2024 - 16:45 | Atualizado: 01 Out 2024 - 17:28
ALD Bioenergia quer processar até 2,7 mil toneladas de milho ao dia em 2026

Marco Orozimbo, da ALD Bioenergia, apresenta o histórico e as perspectivas da companhia

A produtora de etanol de milho ALD Bioenergia busca expandir seu processamento diário para 2,7 mil toneladas de cereal até 2026. A empresa, que possui uma unidade em Nova Marilândia (MT), nomeia o projeto como “ALD 3.0”.

O objetivo é alcançar não apenas ganho de competitividade e aumento de escala, mas também melhoria da governança. Para isso, a ALD quer usar dos conhecimentos já adquiridos pela empresa, da vocação regional e, também, de integração, com circularidade na produção.

Os detalhes foram apresentados em palestra sobre o ecossistema da agroindústria. O diretor-executivo da ALD Bioenergia, Marco Orozimbo, falou na décima edição do Teco Latin America, evento voltado para a cadeia produtiva de etanol de cereais, ocorrido nesta terça-feira, 1º, em São Paulo (SP).

Ele revela que a empresa também busca outras biomassas para crescer e seguir com uma pegada de carbono adequada.

Orozimbo completa que a ALD “deu um passo para trás” no início do projeto, passando de uma indústria que moía 1,5 mil toneladas ao dia para um volume de 750 toneladas de milho. “Foi um projeto tímido em termos de tamanho e tivemos uma curva bastante longa de aprendizado. Mas já estamos caminhando para o quarto ano de operação”, detalha o diretor-executivo.

Em 2024, a ALD pretende processar 325 mil toneladas de milho, ante 240 mil toneladas em 2022 (+35,4%). Além disso, a produção de hidratado deve aumentar 34,3% neste mesmo comparativo, de 108 milhões de litros para 145 milhões de litros.

Já a fabricação de DDGS promete ir de 64 mil toneladas para 75 mil toneladas, alta de 17,2%. Por fim, a emissão de CBios quase dobrou, saindo de 72 mil para 140 mil.

“Temos que olhar com cuidado os interesses pela biomassa e pelo milho, pois vemos projetos se multiplicando dentro e fora do Mato Grosso, em regiões em que a oferta do grão não é tão grande”, completa Orozimbo.

Gabrielle Rumor Koster – NovaCana
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