Financeiro

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Ainda impactada por seca nos canaviais, Raízen tem prejuízo de R$ 2,51 bi no trimestre

Resultado negativo da empresa foi quase o triplo ante os R$ 878,6 milhões contabilizados no quarto trimestre da safra anterior


Globo Rural - Publicado: 14 Mai 2025 - 09:47

A Raízen ainda sente os impactos da seca e dos incêndios que afetaram os canaviais da companhia em agosto do ano passado. No quarto trimestre da safra 2024/25 (janeiro a março), o prejuízo líquido da empresa chegou a R$ 2,5 bilhões, em comparação com o resultado negativo de R$ 878,6 milhões registrados no mesmo período do ciclo passado.

Em comunicado de resultados, a Raízen atribuiu seu desempenho negativo ao clima seco, que prejudicou o desenvolvimento e a produtividade da cana, e aos incêndios que atingiram os canaviais da região Centro-Sul e comprometeram a moagem, afetando diretamente o desempenho operacional e financeiro.

“Esse cenário resultou em menor disponibilidade de produto, alteração do mix de produção, redução do rendimento industrial e menor diluição de custos”, disse a companhia.

Além do desempenho operacional, o resultado da Raízen no quarto trimestre foi impactado por efeitos não recorrentes, principalmente relacionados à revisão da estratégia de atuação em trading.

A receita líquida da empresa avançou 7,5% no período analisado, alcançando R$ 57,73 bilhões, enquanto o lucro ajustado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado teve queda de 53,3%, somando R$ 1,72 bilhão.

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A Raízen atribuiu o recuo no Ebitda aos menores volumes comercializados de combustíveis e de açúcar próprio, além da menor contribuição das operações de trading, que pressionaram as margens operacionais.

A relação entre a dívida líquida e o Ebitda ajustado ficou em 3,2 vezes no quarto trimestre da atual safra, versus 1,3 vezes reportado pela empresa um ano antes. Além da queda no resultado operacional, o aumento da dívida refletiu o volume de investimentos em crescimento e da redução em R$ 6,6 bilhões do saldo de operações de convênio com fornecedores e adiantamento de clientes, comunicou a Raízen.

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Sobre a operação sucroenergética, a Raízen processou 78,2 milhões de toneladas de cana no quarto trimestre da safra 2024/25, queda de 7,1% na base de comparação anual. A quantidade de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) cresceu 1,5%, para 135,8 quilos por tonelada de cana.

“O clima seco e as queimadas na região Centro-Sul afetaram negativamente a moagem, comprometendo o desenvolvimento e a produtividade dos canaviais. Embora o aumento do ATR tenha compensado parcialmente a perda de produtividade, houve uma queda na produção de açúcar equivalente”, pontuou a Raízen.

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Paulo Santos