O grupo Agroterenas – com mais de 70 anos de atuação no agronegócio – trabalha para reativar a usina de etanol de Anaurilândia (MS). Em reunião com o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação do estado, Jaime Verruck, e o prefeito da cidade, Edson Takazono, representantes da companhia trataram da concessão de incentivos fiscais e deram entrada ao pedido de licença de instalação do empreendimento.
A Agroterenas pretende reativar a usina de Anaurilândia (antiga Usina Aurora) em 2024 e a previsão é que sejam gerados 650 empregos diretos. Atualmente, já estão trabalhando na empresa cerca de 300 funcionários, afirmaram os executivos. De acordo com a empresa, serão investidos mais de R$ 100 milhões para reativação da planta e produção estimada é de 80 mil metros cúbicos de etanol por ano.
O secretário Jaime Verruck disse que o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) vai elaborar um cronograma para acompanhar o andamento das obras e proceder o processo de licenciamento de modo a não haver atrasos.
“Isso mostra que o setor sucroenergético avança no estado. Tivemos há pouco o anúncio da usina de Paranaíba e agora também a usina de Anaurilândia, que já tem mais de 300 funcionários trabalhando e começa a operar efetivamente em maio do ano que vem”, disse Verruck.
Atualmente, Mato Grosso do Sul é o quarto maior produtor de cana-de-açúcar e exportador de bioeletricidade para o Sistema Integrado Nacional (SIN) e o quinto maior produtor de açúcar e de etanol. A atividade gera mais de 30 mil empregos diretos e, só com o pagamento de salários, injetou mais de R$ 834 milhões na economia em 2021, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), órgão do Ministério da Economia, e da Biosul.
A cultura ocupa, atualmente, 800 mil hectares no estado, espalhados por 39 municípios, sendo que 84% das lavouras estão concentradas na região Cone-Sul. Estão em operação 17 usinas, todas produzindo etanol hidratado (o etanol usado como combustível), enquanto 12 unidades produzem o etanol anidro (que é misturado na gasolina); 10 produzem açúcar e todas transformam o bagaço e a palha da cana em eletricidade, responsáveis pela geração de 2,3 megawatts-hora de energia em 2021, mais do que consumiram todas as residências do estado no período (2,1 MWh), conforme dados da concessionária de energia.
Na reunião, Verruck mencionou uma unidade em Paranaíba. Trata-se da usina Orbi Bioenergia, que foi adquirida pelo grupo Pedra Agroindustrial. O empreendimento estava semiacabado e pertencia à Companhia Energia Renovável (Cern); com a troca de dono, passou a se chamar usina Cedro.
Neste caso, a expectativa é concluir as obras e começar a produção em 2024, quando se espera moer 1,2 milhão de toneladas de cana-de-açúcar até chegar à plena capacidade da planta de 5 milhões de toneladas.
O investimento previsto na conclusão da usina Cedro é de R$ 400 milhões e serão gerados até 1,2 mil empregos diretos e indiretos, conforme anunciou o grupo à época.
João Prestes