O pré-candidato do PSDB falou sobre seus planos para um "trabalho profundo de remodernização do setor sucroenergético"Com a insatisfação crescente do setor com a presidente Dilma Rousseff, o setor produtivo está atento às propostas dos demais pré-canditatos.
O senador e presidenciável tucano Aécio Neves (PSDB-MG) acredita que pode conseguir o apoio das usinas de açúcar e etanol do país. E revelou seus planos para um "trabalho profundo de remodernização do setor sucroenergético".
Uma política de preços mínimos de médio e longo prazos. É isso que o senador mineiro e pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, Aécio Neves, acredita que deve resgatar a capacidade de produção do setor sucroenergético, fazendo com que ele volte a crescer. Em entrevista à Reuters, Neves revelou que, caso seja eleito, pretende apostar num modelo de incentivo à produção de etanol que envolve também reajustes graduais do preço da gasolina.
O senador entende que as usinas estão desestimuladas "pela ausência de preço" e planeja incitá-las a voltarem a produzir rapidamente "através de uma política de preço mínimo e até mesmo de estímulo a financiamentos".
Segundo ele, o eventual aumento do preço da gasolina seria compensado em parte pelo crescimento da capacidade de produção e geração do setor. E justificou que o etanol é "a grande inovação brasileira" e o país tem capacidade de produzi-lo "em escala".
O presidenciável afirmou que fará "um trabalho profundo de remodernização do setor sucroenergético".
Petrobras nas garras do PT
Ainda assim, Neves ressalva que o reajuste dos preços da gasolina precisam ser graduais, para que não se perca o controle da inflação. "Temos hoje uma inflação de preço controlado de 1,5 por cento. Isso, se soltar, ela vai a mais de 9 por cento. Essa é a bomba relógio que o PT está deixando para o futuro", declarou. O senador acredita, porém, que a mudança na política de preços da Petrobras é necessária – tanto para o país quanto para a empresa, que precisa restabelecer seu equilíbrio econômico e financeiro – e deve ser feita por quem quer que assuma a presidência no ano que vem.
Ainda sobre a Petrobras, Neves disse que é preciso "tirá-la das garras de um grupo político" e profissionalizá-la, resgatando a meritocracia dentro da companhia, que, segundo ele, não pode ser usada "para compensar as falhas do governo no controle da inflação e na condução da política econômica".
Confira a entrevista na íntegra.
Vivian Faria – NovaCana
O senador e presidenciável tucano Aécio Neves (PSDB-MG) acredita que pode conseguir o apoio das usinas de açúcar e etanol do país. E revelou seus planos para um "trabalho profundo de remodernização do setor sucroenergético".
Uma política de preços mínimos de médio e longo prazos. É isso que o senador mineiro e pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, Aécio Neves, acredita que deve resgatar a capacidade de produção do setor sucroenergético, fazendo com que ele volte a crescer. Em entrevista à Reuters, Neves revelou que, caso seja eleito, pretende apostar num modelo de incentivo à produção de etanol que envolve também reajustes graduais do preço da gasolina.
O senador entende que as usinas estão desestimuladas "pela ausência de preço" e planeja incitá-las a voltarem a produzir rapidamente "através de uma política de preço mínimo e até mesmo de estímulo a financiamentos".
Segundo ele, o eventual aumento do preço da gasolina seria compensado em parte pelo crescimento da capacidade de produção e geração do setor. E justificou que o etanol é "a grande inovação brasileira" e o país tem capacidade de produzi-lo "em escala".
O presidenciável afirmou que fará "um trabalho profundo de remodernização do setor sucroenergético".
Petrobras nas garras do PT
Ainda assim, Neves ressalva que o reajuste dos preços da gasolina precisam ser graduais, para que não se perca o controle da inflação. "Temos hoje uma inflação de preço controlado de 1,5 por cento. Isso, se soltar, ela vai a mais de 9 por cento. Essa é a bomba relógio que o PT está deixando para o futuro", declarou. O senador acredita, porém, que a mudança na política de preços da Petrobras é necessária – tanto para o país quanto para a empresa, que precisa restabelecer seu equilíbrio econômico e financeiro – e deve ser feita por quem quer que assuma a presidência no ano que vem.
Ainda sobre a Petrobras, Neves disse que é preciso "tirá-la das garras de um grupo político" e profissionalizá-la, resgatando a meritocracia dentro da companhia, que, segundo ele, não pode ser usada "para compensar as falhas do governo no controle da inflação e na condução da política econômica".
Confira a entrevista na íntegra.
Vivian Faria – NovaCana