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Adecoagro aposta em diluição dos custos nos canaviais e em biometano

Entre janeiro e março de 2023, Ebitda ajustado da companhia no segmento de açúcar e etanol foi de US$ 76,7 milhões

NovaCana 5 min de leitura

A Adecoagro, companhia agrícola com atuação na América do Sul, obteve um lucro líquido de US$ 23 milhões no primeiro trimestre deste ano, o que representa uma queda de 64,7% na comparação com o mesmo período de 2022. Os resultados foram divulgados pela empresa ontem, 11, depois do fechamento do mercado.

O lucro ajustado, entretanto, teve alta de 164,6% no mesmo comparativo, para US$ 38,88 milhões. Segundo a empresa, o segmento de açúcar, etanol e energia foi capaz de se sobrepor às quedas vistas nas áreas de exploração agrícola e pecuária – a companhia foi particularmente afetada pelas secas registradas na Argentina e no Uruguai.

Por sua vez, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado ficou em US$ 89,16 milhões, aumento de 3,1% ante o primeiro trimestre de 2021. Já a margem Ebitda ajustada passou de 43% para 36,4%.

No segmento de açúcar, etanol e cogeração de energia a partir de cana – considerado o principal negócio da Adecoagro –, o Ebitda ajustado cresceu 33,9% em relação a um ano antes, para US$ 76,7 milhões.

O volume processado de cana-de-açúcar aumentou 440,3% no mesmo comparativo, para 1,47 milhão de toneladas. Segundo a companhia, o incremento foi possível por conta da maior disponibilidade de matéria-prima e de melhores indicadores no campo.

“Os resultados no primeiro trimestre de 2023 foram positivamente impactados pelo menor custo unitário de produção devido ao maior volume de cana moída”, completa, em relatório de divulgação de resultados.

A Adecoagro ainda detalhou que direcionou 46% da matéria-prima para a fabricação de açúcar. Além disso, dentro da produção de etanol, 71% foi de anidro; a decisão foi justificada pelo maior rendimento financeiro do produto em comparação com o etanol hidratado.

Leia sobre as perspectivas da empresa para 2023 e sobre os investimentos em biometano no texto completo (exclusivo para assinantes NovaCana).

A Adecoagro, companhia agrícola com atuação na América do Sul, obteve um lucro líquido de US$ 23 milhões no primeiro trimestre deste ano, o que representa uma queda de 64,7% na comparação com o mesmo período de 2022. Os resultados foram divulgados pela empresa ontem, 11, depois do fechamento do mercado.

O lucro ajustado, entretanto, teve alta de 164,6% no mesmo comparativo, para US$ 38,88 milhões. Segundo a empresa, o segmento de açúcar, etanol e energia foi capaz de se sobrepor às quedas vistas nas áreas de exploração agrícola e pecuária – a companhia foi particularmente afetada pelas secas registradas na Argentina e no Uruguai.

Por sua vez, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado ficou em US$ 89,16 milhões, aumento de 3,1% ante o primeiro trimestre de 2021. Já a margem Ebitda ajustada passou de 43% para 36,4%.

No segmento de açúcar, etanol e cogeração de energia a partir de cana – considerado o principal negócio da Adecoagro –, o Ebitda ajustado cresceu 33,9% em relação a um ano antes, para US$ 76,7 milhões.

O volume processado de cana-de-açúcar aumentou 440,3% no mesmo comparativo, para 1,47 milhão de toneladas. Segundo a companhia, o incremento foi possível por conta da maior disponibilidade de matéria-prima e de melhores indicadores no campo.

“Os resultados no primeiro trimestre de 2023 foram positivamente impactados pelo menor custo unitário de produção devido ao maior volume de cana moída”, completa, em relatório de divulgação de resultados.

A Adecoagro ainda detalhou que direcionou 46% da matéria-prima para a fabricação de açúcar. Além disso, dentro da produção de etanol, 71% foi de anidro; a decisão foi justificada pelo maior rendimento financeiro do produto em comparação com o etanol hidratado.

Perspectivas

De acordo com a Adecoagro, caso o clima tenha um padrão dentro da normalidade, a expectativa da companhia é ampliar seu volume moído em 15% na comparação entre 2022 e 2023. Desta forma, a expectativa é de uma diluição das despesas fixas, gerando um menor custo unitário.

A companhia também comentou o atual momento do mercado de açúcar, com preços acima de 25 centavos de dólar por libra-peso.

“Nós estamos em uma excelente posição para aproveitar esse cenário, pois temos um baixo comprometimento, com 50% do açúcar fixado a 21,1 centavos de dólar por libra-peso”, afirma e completa: “Além disso, nossas usinas têm flexibilidade para atingir um mix de produção anual 50% voltado para o açúcar”.

Biometano

A Adecoagro também anunciou que se tornou a primeira empresa do setor a utilizar em sua frota o biometano produzido a partir da vinhaça de cana-de-açúcar.

“Isso é um novo marco em nosso compromisso com a sustentabilidade, pois nos permitirá substituir o diesel e reduzir os gastos com combustíveis, melhorando nossa pegada de carbono e aumentando nossa nota no RenovaBio”, declara.

De acordo com reportagem publicada pelo Valor Econômico, além de realizar a produção de biometano em suas usinas de cana no Brasil, a companhia deve expandir a produção para utilizar dejetos de vacas na Argentina. Além disso, os investimentos na área incluíram a compra da Methanum, empresa que foi criada em 2010 para desenvolver o primeiro biodigestor da empresa.

“Achamos que a demanda vai crescer bastante com a transição energética. Tem poucas tecnologias consolidadas hoje que funcionam com vinhaça e torta de filtro. Achamos que existe espaço e condições para colocar a empresa no mercado”, disse o vice-presidente de açúcar, etanol e energia da Adecoagro, Renato Junqueira Santos Pereira, ao Valor.

A perspectiva, de acordo com ele, é que o volume do gás produzido no Brasil seja capaz de substituir o consumo anual de 4,3 milhões de litros diesel. A quantia depende da conclusão de uma expansão, prevista para o final deste ano.

Renata Bossle – NovaCana
Com informações do Valor Econômico

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