Açúcar: Mercado

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Açúcar sobe na ICE em meio a especulações sobre cortes na produção brasileira


Barchart - Publicado: 20 Mai 2026 - 07:44

Os futuros de açúcar negociados na ICE subiram nesta terça-feira, 19, impulsionados pela decisão do Brasil de anunciar novos subsídios aos combustíveis para amenizar o impacto da alta dos preços da gasolina e do diesel devido à guerra com o Irã.

Segundo fontes consultadas pela Barchart, o movimento deve sustentar os preços do etanol, o que pode levar as usinas de açúcar a direcionarem mais cana para a produção do biocombustível em vez de açúcar.

O contrato de açúcar bruto com vencimento em julho fechou em alta de 0,28 centavo de dólar, ou 1,9%, a 15,01 centavos de dólar por libra-peso. Já o contrato de açúcar branco para agosto subiu US$ 4,50, ou 1,03%, indo a US$ 441 por tonelada.

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Os preços do açúcar também foram sustentados pelas projeções da Organização Internacional do Açúcar (ISO, na sigla em inglês) de que a produção global de açúcar em 2026/27 cairá 1,15% em relação ao ano anterior, para 180 milhões de toneladas. Assim, a entidade projeta um déficit global de açúcar de 262 mil toneladas, citando o impacto potencial do fenômeno climático El Niño nas safras da Índia e da Tailândia.

Na segunda-feira, os preços do açúcar caíram para mínimas de uma semana após a ISO prever uma safra recorde de açúcar global para a temporada 2025/26 e elevar sua estimativa de excedente global para a safra corrente.

A ISO prevê uma produção global de açúcar recorde de 182 milhões de toneladas em 2025/26, um aumento de 3,5% em relação ao ano anterior, e elevou sua estimativa de excedente global de açúcar em 2025/26 para 2,2 milhões de toneladas, ante a previsão de fevereiro, de 1,22 milhão de toneladas, recuperando-se do déficit de 3,46 milhões de toneladas em 2024/25.

Por sua vez, o Citigroup projetou a produção de açúcar do Brasil em 2026/27 em 39,5 milhões de toneladas, citando a alocação de mais cana-de-açúcar para a produção de etanol pelas usinas brasileiras em meio à alta dos preços da gasolina.

Além disso, a companhia também afirmou que um El Niño potencialmente forte este ano poderá ter um impacto significativo na produção de açúcar na Índia e na Tailândia nos próximos 6 a 12 meses.

Os preços do açúcar também são sustentados pela proibição de exportação de açúcar pela Índia, que permanece em vigor até 30 de setembro, para proteger o abastecimento interno.

Por fim, o açúcar encontra algum suporte em meio às preocupações com interrupções no fornecimento decorrentes do fechamento do Estreito de Ormuz. De acordo com a Covrig Analytics, a interrupção contínua no estreito restringiu aproximadamente 6% do comércio mundial de açúcar.

Rich Asplund
Com tradução e adaptação NovaCana