Os contratos futuros do açúcar bruto negociados em Nova York saltaram mais de 3% nesta sexta-feira, 20, registrando um ganho de 19,2% na semana, o maior aumento semanal de preços desde 2008, já que os especuladores correram para comprar após uma quebra dos níveis técnicos de negociação, provocada por preocupações com a oferta do Brasil.
O contrato do açúcar bruto com vencimento em outubro fechou em alta diária de 0,73 centavo de dólar, ou 3,3%, a 22,66 centavos de dólar por libra-peso, tendo atingido o preço mais alto em quase sete meses, a 23,13 centavos de dólar.
“Os preços estão, agora, acima de todos os principais indicadores técnicos e os especuladores têm muito espaço para empurrar o mercado para cima”, disse Stephen Geldart, diretor associado da Czarnikow, corretora e prestadora de serviços da cadeia de suprimentos.
Ele observou que a maioria dos analistas acredita que o mercado de açúcar estará desabastecido no primeiro trimestre e que o movimento dos preços desta semana pode abrir a porta para um aumento no final do ano, na direção de 24 centavos de dólar.

A trader Wilmar reduziu sua projeção para a produção de açúcar do Brasil para uma faixa entre 38,8 milhões e 40,8 milhões de toneladas na quinta-feira, em relação à sua estimativa inicial de 42 milhões de toneladas.
O Brasil está enfrentando sua pior seca, de acordo com dados do governo. A secura excessiva piorou as perspectivas para as safras deste e do próximo ano.
Por sua vez, em Londres, o contrato de açúcar branco com vencimento em dezembro subiu 2,9%, para US$ 584,90 por tonelada, tendo atingido seu valor mais alto desde o início de julho, a US$ 590,30 por tonelada.
Maytaal Angel e Marcelo Teixeira