Os futuros do açúcar bruto avançaram pela segunda sessão consecutiva na Bolsa de Nova York, impulsionados pela expectativa de chuvas no Centro-Sul do Brasil, maior região de cultivo de cana do País. Segundo especialistas, a umidade pode dificultar a entrada de colheitadeiras nos canaviais e atrasar as atividades de moagem. Nesta semana, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) informou que o processamento de cana na primeira metade de julho diminuiu na comparação com a semana anterior e também em relação ao mesmo período de 2013.
O desempenho mais fraco se deveu a chuvas no sul do Estado de São Paulo, no norte do Paraná e em boa parte do Mato Grosso do Sul, disse a UNICA. O contrato com vencimento em outubro ganhou 0,5% e fechou a 17,14 centavos de dólar por libra-peso. Ainda em Nova York, o algodão recuou 1,1%.
Além da previsão de uma economia global mais fraca, que costuma afetar a demanda pela fibra, o mercado é influenciado pela perspectiva de uma grande safra nos Estados Unidos e de compras menores por parte da China, maior consumidor mundial. Com isso, os estoques globais devem somar 23 milhões de toneladas ao final de 2014/15, o nível mais alto já registrado.
Na Bolsa de Chicago, o trigo avançou 1,8%, com especulações de que os preços baixos estimularão a demanda pelo produto norte-americano. O trigo dos EUA, de qualidade superior, costuma ser mais caro que o produzido em outros países, mas agora as cotações estão próximas do menor patamar em quatro anos.