Os futuros de açúcar bruto recuaram na Bolsa de Nova York, com a demanda mundial enfraquecida e o clima favorável ao desenvolvimento das lavouras de cana no Brasil, o maior produtor da commodity.
Segundo um analista ouvido pela agência Dow Jones, não há demanda para absorver a oferta atual. A Organização Internacional do Açúcar prevê um excedente global de 473 mil toneladas na temporada 2014/15, que começou em outubro. Caso a projeção se confirme, este será o quinto ciclo consecutivo de superávit.
O mercado também foi pressionado pelas chuvas recentes no Centro-Sul do Brasil. Neste ano, uma forte estiagem fez com que a colheita na região se encerrasse mais cedo. O contrato com vencimento em março caiu 1% e fechou a 15,09 centavos de dólar por libra-peso. O algodão subiu 0,4%, apesar da previsão de estoques mundiais volumosos.
De acordo com participantes, a alta foi motivada pela relutância de agricultores dos EUA em vender a fibra aos preços atuais. As cotações do algodão estão próximas do menor patamar em cinco anos, mas compradores estão pagando um pouco mais para conseguir o produto.
Na Bolsa de Chicago, o trigo fechou em queda de 2,3%. Embora o mercado esteja preocupado com a possibilidade de oferta menor da Rússia, há trigo suficiente em outros países para atender à demanda mundial, disseram analistas. Mesmo assim, as exportações dos EUA não devem aumentar no curto prazo, prejudicadas pela alta recente do dólar ante outras moedas.