Os futuros de açúcar demerara encerraram em alta ontem e recuperaram-se das perdas registradas na segunda-feira na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). A avaliação é de que os contratos encontraram uma nova região de sustentação e tendem a se manter no intervalo que vai de 14,50 cents a 15 cents por libra-peso no curto prazo.
Por ora, participantes monitoram as chuvas em áreas produtoras do Centro-Sul do Brasil. A expectativa era de volumes maiores em Estados como São Paulo e Minas Gerais, mas até agora não há relatos de problemas na colheita de cana-de-açúcar. Paralelamente, o mercado também olha para o câmbio. Ontem, o dólar fechou em R$ 3,7379 (-1,47%).
Sem grandes novidades nos fundamentos, os futuros operam em cima de gráficos. A principal resistência continua sendo a de 15 cents/lb, patamar não testado desde 4 de dezembro. Para baixo, há um suporte em 14,50 cents/lb, seguido pelo de 14,44 cents/lb, mínima de ontem.
Maio avançou 20 pontos (1,36%) e terminou a terça-feira em 14,86 cents/lb, com máxima no dia de 14,87 cents/lb (mais 21 pontos) e mínima, portanto, de 14,44 cents/lb (menos 22 pontos). Julho subiu 17 pontos (1,16%) e encerrou em 14,78 cents/lb. O spread maio/julho variou de 5 para 8 pontos de prêmio para o primeiro contrato da tela.


Também ontem a União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) divulgou o relatório de acompanhamento de safra referente à segunda quinzena de fevereiro. Conforme a entidade, foram moídos 1,05 milhão de toneladas no período (+428,90%), com produção de 14,1 mil toneladas de açúcar (+827,84%). Os números já eram previstos pelo mercado e tiveram pouca influência sobre os futuros.
Nos portos brasileiros, o total de navios que aguardam para embarcar açúcar diminuiu de 22 para 18 na semana encerrada quarta-feira passada (2), segundo levantamento da agência marítima Williams Brazil. O relatório considera embarcações já ancoradas, aquelas que estão ao largo esperando atracação e também as que devem chegar até o dia 17 de março.
Foi agendado o carregamento de 633,45 mil toneladas de açúcar. A maior quantidade será embarcada no Porto de Santos (SP), de onde sairão 543,45 mil t, ou 86% do total. Paranaguá responderá pelos 14% restantes (90 mil t).
O Indicador de Açúcar calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) fechou a terça-feira em R$ 78,21/saca, baixa de 0,08%. Em dólar, ficou em US$ 20,84 (+0,87%).
