Os contratos futuros do açúcar na ICE estenderam seus ganhos para uma máxima de oito semanas nesta quinta-feira, em parte impulsionados pelos protestos dos caminhoneiros no Brasil, maior produtor mundial da commodity, que poderiam reduzir o fluxo das exportações.
O contrato julho do açúcar bruto encerrou em alta de 0,03 centavo de dólar, ou 0,2 por cento, a 12,38 centavos de dólar por libra-peso, após tocar os 12,62 centavos de dólar, sua máxima desde 26 de março.

O açúcar branco para agosto subiu 2 dólares, ou 0,6 por cento, a 351,40 dólares por tonelada, depois de alcançar 356,30 dólares, a máxima para o primeiro contrato desde 27 de março.
Os caminhoneiros brasileiros que estão protestando ao redor do país pelos altos preços de diesel pelo quarto dia disseram que vão manter as rodovias bloqueadas até que medidas para reduzir as taxas sobre o combustível sejam publicadas no Diário Oficial.
"Parte da preocupação é o impacto que isso está tendo na entrega de produtos, incluindo o açúcar, nos portos por rodovias, o que deve resultar no atraso de envios", disse a Agrilion Commodity Advisers em nota.
O mercado desconsiderou os dados da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), que mostram que as usinas brasileiras processaram mais do que o esperado na primeira metade de maio.
Os mercados de softs em Nova York e Londres estarão fechados na segunda-feira devido a feriados públicos e reabrirão na terça-feira.
Marcy Nicholson e Ana Ionova