Os contratos futuros de açúcar bruto negociados na ICE fecharam em alta nesta sexta-feira, 29, depois de terem atingido as mínimas de quatro semanas na quinta-feira, com os negociantes considerando que os amplos suprimentos de curto prazo estão precificados por enquanto.
O açúcar bruto para entrega em julho subiu 0,13 centavo, ou 0,9%, a 14,06 centavos de dólar por libra-peso, tendo atingido seu nível mais baixo desde o final de abril na quinta-feira. O mercado perdeu 4,3% na semana.
O início da safra de açúcar no Brasil, maior produtor global, foi forte, mas a corretora ADMIS disse que “talvez seja pedir demais que a produção de açúcar do Brasil mantenha o ritmo forte atual”.
Ela também observou preocupações quanto ao impacto das monções no segundo maior produtor, a Índia.

A Índia previu uma monção enfraquecida pelo El Niño em 2026, que trará o menor índice pluviométrico em 11 anos, alimentando preocupações sobre as safras, os preços dos alimentos e o crescimento da quinta maior economia do mundo.
A recuperação do açúcar ocorreu apesar de uma queda nos preços do petróleo devido a uma possível extensão do cessar-fogo entre os EUA e o Irã. Os preços mais altos da energia são “altistas” para o açúcar, já que muitas vezes estimulam as usinas de cana a produzir mais etanol combustível e menos açúcar.
Por sua vez, o contrato mais ativo de açúcar branco subiu 2,9%, para US$ 438,20 a tonelada.
May Angel e Marcelo Teixeira