Os futuros do açúcar bruto na ICE fecharam em alta nesta terça-feira depois de recuarem para uma mínima de contrato, à medida que sinais técnicos melhoraram e operadores anteciparam uma queda na produção de açúcar do Brasil.
O contrato outubro do açúcar bruto fechou em alta de 0,42 centavo de dólar, ou 3,6%, a 11,98 centavos de dólar por libra-peso, após grandes volumes negociados.
Os preços marcaram uma mínima contratual de 11,39 centavos de dólar, pressionados por ofertas abundantes no curto prazo, mas a capacidade de permanecerem acima da marca de 11,36 centavos, mínima de 21 de maio em um gráfico contínuo, ajudou a encorajar uma virada, disseram operadores.

Os valores também receberam suporte de crescentes expectativas de que os dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), com divulgação prevista para quarta-feira, devam mostrar uma queda significativa na produção do adoçante no Brasil, segundo operadores.
“Ainda que o foco esteja na Tailândia e na Índia, o Brasil é de longe o maior exportador”, disse Michael McDougall, diretor da Paragon Global Markets.
Embora as ofertas de curto prazo na Índia e Tailândia sejam abundantes, operadores monitoram uma possível queda na produção futura devido ao tempo seco.
No Brasil, enquanto isso, as usinas de cana continuam a priorizar a produção de etanol.
Com a paridade do etanol ao redor dos 14,45 centavos de dólar, “não há incentivo para que as usinas brasileiras produzam açúcar, a não ser que tenham contratos de exportação. Elas querem produzir o máximo possível de etanol”, disse McDougall.
O volume de açúcar a ser embarcado nos portos do Brasil despencou para seu menor nível em pelo menos cinco anos, à medida que as usinas reduzem exportações do produto em meio ao declínio dos preços globais.
O vencimento outubro do açúcar branco avançou 3,20 dólares, ou 1%, para 318,30 dólares por tonelada.
Ayenat Mersie e Nigel Hunt