Os contratos futuros do açúcar bruto negociados na ICE tiveram forte queda nesta quinta-feira à medida que novos “lockdowns” na Europa pressionavam as cotações do petróleo e outras commodities.
Corretores também citaram a liquidação de posições compradas por fundos, que buscam reduzir a exposição antes da eleição presidencial dos Estados Unidos.
O contrato março do açúcar bruto fechou em queda de 0,49 centavo de dólar, ou 3,3%, a 14,40 centavos de dólar por libra-peso. O vencimento de primeiro mês havia atingido uma máxima de oito meses na terça-feira, a 15,04 centavos.

Operadores disseram que há novas preocupações com a demanda, especialmente na Europa, já que no início deste ano a imposição de “lockdowns” em todo o mundo afetou o consumo de açúcar. Eles também afirmaram que é provável que fundos estejam liquidando parte de sua enorme posição comprada antes das eleições norte-americanas.
“Isso faz parte de uma aversão geral ao risco entre os donos do dinheiro, especialmente com os novos ‘lockdowns’. O petróleo também não parece estar muito bem”, disse um corretor nos EUA.
A produtora francesa de açúcar Tereos acredita que grande parte dos amplos estoques do adoçante que estão em armazéns no Brasil já foi vendida e será exportada em breve.
O açúcar branco para dezembro recuou 10 dólares, ou 2,5%, para 386,60 dólares a tonelada.
Marcelo Teixeira e Nigel Hunt