Os futuros do açúcar bruto negociados na ICE desfizeram ganhos anteriores e recuaram nesta quinta-feira, 24, conforme operadores ainda digeriam notícias sobre a redução dos estoques no Brasil, o maior produtor da commodity, e a possibilidade de chuvas atrapalharem a colheita.
O contrato do açúcar bruto com vencimento em março fechou em queda de 0,14 centavo de dólar, ou 0,6%, para 22,20 centavos de dólar por libra-peso, depois de fechar em alta de 2,8% na quarta-feira.
Operadores disseram que, embora as chuvas no Brasil melhorem as perspectivas para a safra do próximo ano, elas chegaram tarde demais para ajudar o cultivo deste ano e podem, se houver, atrapalhar a safra atual.

A S&P Global Commodity Insights estima que as usinas brasileiras perderam 1,4 dia de colheita devido ao retorno das chuvas. Mas sua pesquisa ainda projeta um aumento na moagem de cana para a primeira quinzena de outubro, em comparação com o ano passado.
Operadores também observaram que, no mês passado, os incêndios florestais prejudicaram mais a cana recém-plantada do que a cana da safra atual e que a seca neste ano ainda pode atrasar o início da safra do próximo ano.
Por sua vez, o contrato do açúcar branco com vencimento em dezembro caiu 0,3%, para US$ 569,60 por tonelada.
Marcelo Teixeira