Os preços do açúcar caíram na ICE nesta terça-feira. O contrato julho do açúcar bruto fechou em queda de 0,05 centavo de dólar, ou 0,3%, a 12,61 centavos de dólar por libra-peso.
Os preços atingiram uma máxima de um mês e meio na sexta-feira, a 12,78 centavos, mas recuaram nas duas últimas sessões.
Ainda assim, o primeiro mês fechou acima de sua média móvel de 100 dias pela quinta sessão consecutiva.
O mercado do açúcar tem sido apoiado pelo recente tempo seco na Índia, importante produtora do adoçante, e pelas altas nos preços do milho, apesar destes terem recuado nesta terça-feira.
Ao mesmo tempo, as usinas de açúcar brasileiras observam de perto as colheitas reduzidas na safra 2019 de milho dos Estados Unidos, o que pode impulsionar os preços do cereal, elevando os custos de produção do etanol e abrindo espaço para que o biocombustível produzido no Brasil ganhe uma parcela do mercado norte-americano.
Nesse cenário, as usinas favoreceriam amplamente a produção de etanol em detrimento à de açúcar.
Alguns produtores de etanol dos EUA estão considerando adquirir milho do Brasil para garantir oferta à medida que os preços domésticos do grão avançam, disse a Associação de Combustíveis Renováveis.
Além disso, o serviço de monitoramento de safra da União Europeia, Mars, reduziu sua estimativa de produtividade de beterraba sacarina para 75,7 toneladas por hectare, ante 76,5 t/ha anteriores.
O contrato agosto do açúcar branco fechou em alta de 50 centavos de dólar, ou 0,2%, a 333,60 dólares por tonelada.
Ayenat Mersie e Maytaal Angel