Os contratos futuros do açúcar bruto negociados na ICE fecharam em forte queda nesta quarta-feira, devolvendo parte dos ganhos da sessão anterior, em meio ao recuo nos preços do petróleo e à desvalorização do real.
O contrato julho do açúcar bruto fechou em queda de 0,51 centavo de dólar, ou 4,7%, a 10,27 centavos de dólar por libra-peso, depois de uma alta de 3,7% na véspera. O vencimento chegou a atingir uma mínima de 12 anos e meio na semana passada.
Operadores citaram o enfraquecimento tanto dos preços do petróleo quanto da moeda brasileira como os principais fatores.
O petróleo Brent caiu abaixo de 30 dólares por barril, revertendo ganhos do início da sessão após um relatório indicar um aumento nos estoques do combustível fóssil nos Estados Unidos.
O real, enquanto isso, voltou a operar próximo de mínimas históricas frente ao dólar nesta quarta-feira.

A queda no preço das energias e o dólar mais forte tendem a encorajar usinas brasileiras a aumentar a fabricação de açúcar, um produto de exportação, em detrimento do etanol, que em geral é vendido localmente.
“Fatores macro continuam, inegavelmente, desempenhando um papel nas movimentações no curto prazo, diante do novo enfraquecimento do real nesta tarde, que parece encorajar o produtor a voltar à arena de vendas”, disse um operador.
O açúcar branco para agosto recuou 12,60 dólares, ou 3,5%, para 345,10 dólares por tonelada.
Marcelo Teixeira e Maytaal Angel