Os contratos futuros do açúcar bruto fecharam em queda nesta segunda-feira, diante de expectativas de um aumento robusto na oferta do adoçante, como resultado da produção maior no Brasil.
O contrato maio do açúcar bruto fechou em queda de 0,26 centavo de dólar, ou 2,5%, a 10,17 centavos de dólar por libra-peso, ampliando as perdas da sessão anterior após os preços petróleo não sustentarem os ganhos do início do dia.
Analistas disseram que a perspectiva de aumento na produção do Brasil em 2020/21, em parte devido à fraca demanda por etanol, continua sendo um fator baixista.
O analista Claudiu Covrig, da S&P Global Platts, estima que a alocação de cana do Brasil para a produção de açúcar vai aumentar para pelo menos 45%.
“O açúcar continua pagando melhor que o etanol”, disse ele, acrescentando que se a alocação em favor do adoçante seguir aumentado, o balanço de oferta global sairia de um déficit para uma posição neutra.
Especuladores aumentaram em 14.301 contratos as posições vendidas líquidas em futuros de açúcar bruto na ICE na semana até 7 de abril, atingindo 32.230 contratos.
Os mercados de futuros de açúcar branco e café robusta, que são negociados em Londres, permaneceram fechados por feriado nesta segunda-feira.
Marcelo Teixeira