Os contratos futuros do açúcar bruto negociados na ICE tiveram rali e superaram a marca de 11 centavos de dólar nesta quarta-feira, apoiados por sinais de aperto na oferta de açúcar branco e pela alta nos preços do petróleo em meio à recuperação gradual de demanda.
O contrato julho do açúcar bruto fechou em alta de 0,34 centavo de dólar, ou 3,1%, a 11,19 centavos de dólar por libra-peso, maior nível desde o final de março.
Operadores disseram que o açúcar permanecerá com apoio enquanto o petróleo se mantiver firme, com algumas conversas de que basta uma alta de 4 dólares ou 5 dólares para que o etanol fique competitivo perante a gasolina no Brasil.
A alta nos preços do petróleo tende a estimular as usinas brasileiras a produzir mais etanol, em detrimento do adoçante.

O açúcar branco para agosto avançou 2,20 dólares, ou 0,6%, para 366,80 dólares por tonelada, tendo atingido seu maior valor desde o início de janeiro, com a estrutura “invertida” nos mercados futuros indicando que a oferta segue apertada.
Operadores citaram possíveis congestionamentos nos portos brasileiros, com navios no aguardo para carregar açúcar.
Marcelo Teixeira e Maytaal Angel