Os contratos futuros do açúcar bruto negociados na ICE avançaram para uma nova máxima de dois meses e meio nesta sexta-feira, acumulando ganhos de cerca de 10% nesta semana, diante de melhora nos sinais macroeconômicos e das ofertas apertadas de açúcar branco, fatores que continuam a “puxar” os fundos para o fronte da compra.
O contrato julho do açúcar bruto fechou em alta de 0,29 centavo de dólar, ou 2,5%, a 12,02 centavos de dólar por libra-peso, próximo à máxima intradia de 12,03 centavos.
Os preços do petróleo tiveram rali na sessão, o que desencoraja usinas do Brasil a ampliar a produção de açúcar em detrimento do etanol.

Operadores citaram compras por fundos em meio a melhores sinais macro e técnicos, mas disseram que os fundamentos provavelmente não justificam preços muito acima dos 12 centavos, uma vez que o Brasil continua rumo à máxima fabricação de açúcar e a produção na Índia deve se recuperar.
“Melhorias macroeconômicas (real, petróleo) e uma série de sinais técnicos altistas desencadearam compras especulativas nos futuros em Nova York”, disse a S&P Global Platts Analytics.
Por sua vez, os preços do açúcar branco atingiram máximas de três meses, com o primeiro contrato operando mais de US$ 20 por tonelada acima do segundo, uma posição “invertida” de mercado que indica oferta apertada, forte demanda ou ambos.
O açúcar branco para agosto avançou 8,10 dólares, ou 2,1%, a 392,90 dólares por tonelada.
Marcelo Teixeira e Maytaal Angel