Os preços do açúcar bruto na ICE atingiram uma mínima de dois meses nesta quinta-feira, uma vez que temores de que a epidemia de coronavírus afete o crescimento global persistiram nos mercados financeiros.
O contrato maio do açúcar bruto fechou em queda de 0,05 centavo de dólar, a 13,42 centavos de dólar por libra-peso, depois de tocar o menor valor desde o início de janeiro (13,35 centavos).
O enfraquecimento das moedas do Brasil e da Índia, principais produtores de açúcar do mundo, também pressionaram o mercado.
“Os declínios dessas moedas tornam as exportações de açúcar mais lucrativas para produtores em ambas as nações”, disse Tobin Gorey, analista do Commonwealth Bank of Australia.
Além disso, a queda nos preços do petróleo, também consequência do coronavírus, tende a incentivar usinas de cana do Brasil a produzir mais açúcar, em detrimento do etanol.
Em termos de fundamentos, porém, as perdas no açúcar devem ser limitadas, já que um déficit global significativo é projetado para 2019/20, embora esse não seja o foco do mercado neste momento.
“Está ficando mais claro que levará um pouco de tempo para que vejamos a retomada das condições ‘normais’ de negócios nos mercados financeiros e de commodities”, afirmou a Sucden Financial em nota.

O açúcar branco para maio recuou 1,20 dólar, terminando o dia cotado a 383,50 dólres por tonelada.
Maytaal Angel e Nigel Hunt