Os contratos futuros do açúcar bruto negociados na ICE bateram mínimas de um ano e meio nesta quarta-feira, com o segundo vencimento recuando para o mais baixo nível desde dezembro de 2007, acompanhando as fortes baixas nos mercados acionários e do petróleo à medida que temores com o coronavírus ofuscam medidas de apoio à economia.
O contrato maio do açúcar bruto fechou em queda de 0,22 centavo de dólar, ou 2%, a 10,67 centavos de dólar por libra-peso, menor valor desde setembro de 2018. O segundo mês caiu ao mais baixo nível desde 2007.
Os contratos futuros do petróleo nos Estados Unidos despencaram para uma mínima de 18 anos em meio às restrições sociais e de viagens por causa do coronavírus, o que afeta a demanda pelo combustível fóssil.
Preços mais baixos do petróleo geram expectativas de que usinas brasileiras alterem o mix produtivo em favor do açúcar, fabricando menos etanol.

A Petrobras reduziu os preços da gasolina nas refinarias em 12%, tornando ainda mais apertadas as margens para produtores de etanol.
A corretora INTL FCStone vê as usinas do Brasil impulsionando a alocação de cana para a fabricação de açúcar.
O açúcar branco para maio recuou 2,70 dólares, ou 0,8%, para 335,80 dólares por tonelada.
Maytaal Angel e Marcelo Teixeira