Os contratos futuros do açúcar bruto negociados na ICE atingiram nesta sexta-feira, 12, a menor cotação em sete semanas, registrando queda pela sexta sessão consecutiva, apesar das preocupações relacionadas às condições do El Niño nos próximos meses.
O açúcar bruto para entrega em julho fechou em queda de 0,09 centavo de dólar, ou 0,7%, a 13,70 centavos de dólar por libra-peso, após atingir uma mínima de sete semanas de 13,68 centavos de dólar por libra-peso. O mercado registrou uma perda semanal de 3,1%.
Os corretores afirmaram que a fraqueza pode ser atribuída, em parte, à queda nos preços do petróleo e pela oferta abundante no curto prazo.

Eles observaram, no entanto, que as perspectivas para a produção global de açúcar na safra 2026/27 estavam se deteriorando, com as usinas no Brasil priorizando o etanol em detrimento do açúcar à medida que a colheita da cana avança na região Centro-Sul.
O fenômeno climático El Niño também poderia reduzir a produção em vários países, incluindo Índia e México.
Condições moderadas a fortes do El Niño devem prevalecer durante a estação das monções de junho a setembro na Índia, informou o serviço meteorológico na sexta-feira, gerando preocupações sobre as chuvas e as perspectivas para as safras no país mais populoso do mundo.
Por sua vez, o contrato mais ativo de açúcar branco caiu 0,4%, para US$ 444,60 por tonelada.
Nigel Hunt e Marcelo Teixeira