Os contratos futuros do açúcar bruto na ICE avançaram para uma máxima em nove meses e meio nesta quarta-feira, ultrapassando níveis de resistência, com o declínio da produção de açúcar no Brasil, um dos maiores produtores mundiais.
O contrato março do açúcar bruto subiu 0,2 centavo de dólar, ou 1,5 por cento, a 14,01 centavos de dólar por libra-peso, depois de tocar 14,24 centavos de dólar, sua máxima desde janeiro.

A redução da oferta no Brasil e o fim precoce da colheita no país estimularam o sentimento altista, dando suporte aos preços, disseram operadores.
A produção de açúcar na região centro-sul, maior produtora do Brasil, caiu 44 por cento na primeira metade de outubro, com chuvas atrasando o processamento da cana e com as usinas ainda favorecendo a produção, disse a União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica).
“Com menos usinas começando a colheita no primeiro trimestre de 2019, isso significa um período entressafra mais longo, no qual as exportações indianas e tailandesas devem preencher a lacuna”, disse Nick Penney, operador sênior na Sucden Financial.
Os operadores também estão acompanhando a eleição presidencial no Brasil, cujo resultado deve influenciar o câmbio do país. O segundo turno acontece no domingo, dia 28 de outubro.
O açúcar branco para dezembro teve alta de 7,20 dólares, ou 1,9 por cento, a 387,70 dólares por tonelada.
Ayenat Mersie e Ana Ionova