Os contratos futuros do açúcar bruto negociados na ICE fecharam em queda nesta segunda-feira (24), com o mercado se consolidando abaixo da recente máxima de cinco meses.
O contrato outubro do açúcar bruto fechou em queda de 0,12 centavo de dólar, ou 0,9%, a 12,71 centavos de dólar por libra-peso.
Operadores disseram que o mercado sofreu um revés de curto prazo após o movimento de alta que o levou a uma máxima de cinco meses neste mês, mas que os fundamentos têm se tornado fatores de apoio.
“Uma correção (para baixo) pode ser tardia, mas os fundamentos de médio prazo mostram muito mais risco para o lado positivo”, disse o analista Robin Shaw, da Marex Spectron, em nota.

Operadores têm se mantido atentos à possibilidade do desenvolvimento de padrões climáticos do La Niña, que poderiam durar até o inverno de 2020/21 (no Hemisfério Norte).
A consultoria Green Pool afirmou que o La Niña poderia desencadear tempo seco no segundo semestre no sul do Brasil, Argentina, extremo sul da Índia e nas áreas de cultivo do norte do México.
O fenômeno climático também geraria condições mais úmidas que o normal no Norte-Nordeste brasileiro, Austrália, Indonésia e Filipinas, além de maiores riscos de geadas na China, acrescentou a consultoria.
O açúcar branco para outubro recuou 2,70 dólares, ou 0,7%, a 367,90 dólares a tonelada.
Marcelo Teixeira e Nigel Hunt