Os contratos futuros do açúcar bruto fecharam em queda nesta terça-feira, em meio a vendas generalizadas em commodities que causaram queda brusca no petróleo e nos grãos.
O enfraquecimento na moeda brasileira, com o real negociado na sua mínima ante o dólar desde o início de junho, também foi visto como um fator baixista.
O açúcar bruto para outubro fechou em queda de 0,28 centavo de dólar, ou 1,5%, em 17,87 centavos de dólar por libra-peso.
Os operadores citaram uma venda generalizada nas commodities, com os investidores reagindo às expectativas que o Federal Reserve pode começar a cortar sua compra de títulos de emergência da pandemia.
“Tudo está no modo venda hoje”, disse um analista de futuros dos EUA, afirmando que grãos e petróleo abriram caminho para vendas, mas especuladores também aproveitaram a oportunidade de reduzir as suas, ainda grandes, posições compradas no açúcar.

A Archer Consulting afirmou que as geadas da semana passada no Brasil não devem causar danos significativos para a cana-de-açúcar. As usinas ainda estão avaliando a extensão do problema.
A produção de açúcar na União Europeia deve avançar na temporada de 2021/22, resultando em um aumento nos estoques de adoçante.
O açúcar bruto para agosto fechou em queda de 7,40 dólares, ou 1,6%, em 444,00 dólares a tonelada.
Marcelo Teixeira e Maytaal Angel