Os contratos futuros do açúcar bruto negociados na ICE fecharam em queda após uma sessão volátil nesta sexta-feira, com o primeiro contrato variando quase 40 pontos e revertendo ganhos do início do dia, quando chegou a perto de 10,70 centavos de dólar por libra-peso, mesmo diante da alta do petróleo.
O contrato julho do açúcar bruto fechou em queda de 0,08 centavo de dólar, ou 0,8%, a 10,38 centavos de dólar por libra-peso, depois de ter avançado quase 3% no início da sessão.
Os preços do petróleo atingiram máxima de um mês e meio diante de sinais de recuperação na demanda, fechando uma semana de notícias altistas no fronte da oferta.
O entusiasmo, porém, perdeu força devido a fundamentos mais amplos do mercado financeiro, depois de as vendas do varejo nos Estados Unidos apurarem resultado aquém do esperado e em meio à escalada das tensões entre EUA e China.
A Fitch disse que, embora o açúcar venha sendo apoiado por uma recuperação temporária do real, espera que os preços continuem pressionados no curto prazo, devido à destruição de demanda relacionada ao coronavírus e à fraqueza geral nos preços do petróleo.

O persistente aperto no mercado do açúcar branco impulsionou os preços do produto refinado.
O açúcar branco para agosto avançou 4 dólares, ou 1,1%, para 359,20 dólares por tonelada.
O prêmio para o primeiro contrato do açúcar branco frente ao primeiro contrato do açúcar bruto atingiu 130,05 dólares por tonelada, maior nível desde 2013, o que estimula refinadores a comprar mais açúcar bruto para processamento.
Marcelo Teixeira e Maytaal Angel