Os futuros do açúcar bruto negociados na bolsa ICE atingiram uma nova mínima de três anos e meio, abaixo de 17 centavos de dólar por libra-peso, nesta sexta-feira, 2, devido ao enfraquecimento das preocupações com a oferta e com o impacto da redução do crescimento global sobre a demanda.
“A combinação de preocupações com a demanda e a ampla oferta do Brasil provavelmente continuará a pesar sobre os preços do açúcar”, disse o Commerzbank.
Os contratos de açúcar bruto com vencimento em julho fecharam em alta de 0,04 centavo de dólar, ou 0,2%, a 17,20 centavos de dólar por libra-peso, tendo anteriormente atingido seu menor valor desde julho de 2021, a 16,97 centavos de dólar por libra-peso. O produto recuou 5,4% na semana.

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) disse que seu índice de preços do açúcar caiu 3,5% em abril devido a temores sobre as incertas perspectivas econômicas globais.
“Ficamos neutros (para o açúcar ICE), já que a produção no Brasil e na Índia deve crescer significativamente”, afirmou o Citi em um relatório mensal.
O Citi prevê que os preços se estabeleçam em 19 centavos de dólar por libra-peso em três meses, 2 centavos abaixo de sua previsão anterior, e em 20 centavos em 12 meses, 3 centavos abaixo da previsão anterior.
O Citi também disse que espera que o mercado global registre um déficit de 4,8 milhões de toneladas na atual temporada 2024/25, mas que reverta para um pequeno superávit de 0,2 milhão de toneladas na próxima temporada 2025/26.
Por sua vez, os contratos mais ativos do açúcar branco caíram 0,8%, a US$ 489,70 por tonelada. Eles registraram uma perda semanal de 4,7%.
May Angel e Marcelo Teixeira