Os contratos futuros do açúcar bruto negociados na ICE fecharam praticamente estáveis nesta quarta-feira, após atingirem máxima de dois anos na véspera, em meio à produção em queda.
O contrato março do açúcar bruto fechou em alta de 0,02 centavo de dólar, a 14,73 centavos de dólar por libra-peso, depois de tocar máxima de dois anos, de 15,13 centavos, na terça-feira.
Especuladores estão rolando posições compradas líquidas, o que está limitando os ganhos do contrato março, disseram operadores, acrescentando que a tendência geral de alta está intacta, diante da queda de produção em regiões-chave, como Índia, Tailândia e União Europeia.
Um relatório da Sucden Financial recordou que o Brasil pode acelerar produção e compensar a fabricação reduzida em outros locais, mas disse que é improvável que isso ocorra até o final deste ano, deixando os fluxos comerciais apertados por enquanto.
“Ainda achamos que o mercado terá uma nova sequência de alta, possivelmente chegando a 15,50 (centavos) no curto prazo”, afirmou a Sucden.

As usinas do Brasil já fixaram preços em contratos de vendas para cerca de 12 milhões de toneladas de açúcar da safra 2020/21, ante fixação para 10,2 milhões de toneladas no mesmo período de 2019/20, segundo a Archer Consulting.
O açúcar branco para março recuou 0,10 dólar, fechando a 413,60 dólares por tonelada, após atingir o maior nível em dois anos e meio na véspera, quando tocou a marca de 420 dólares.
Maytaal Angel