Os contratos futuros do açúcar bruto fecharam em alta nesta quarta-feira, afastando-se de uma mínima de um ano e meio registrada no início da sessão.
O contrato maio do açúcar bruto fechou em alta de 0,11 centavo de dólar, a 10,16 centavos de dólar por libra-peso, depois de tocar mais cedo o menor nível desde setembro de 2018 (9,96 centavos).
Os preços do petróleo tiveram queda nesta quarta-feira, pressionados pelo excesso de oferta e pelo colapso de demanda relacionados à pandemia de coronavírus.
Quando os preços da energia estão baixos, as usinas do Brasil tendem a produzir mais açúcar e menos etanol.
“Conversas de que o Brasil vai produzir 37 milhões de toneladas de açúcar parecem um pouco prematuras. No entanto, os preços atuais sugerem que o mercado está esperando isso”, disse um operador.
Ele mencionou, porém, que embora um maior enfraquecimento seja provável no curto prazo, há também interesse limitado em se vender nos atuais níveis de preços.
A Índia, grande produtora de açúcar, deve receber chuvas de monções dentro da média neste ano, disse o órgão climático estatal do país, gerando expectativas de um aumento na produção agrícola local.
O contrato maio do açúcar branco, que expirou nesta quarta-feira, fechou em queda de 2,50 dólares, ou 0,7%, a 342,70 dólares por tonelada, em meio a conversas sobre pessoas desejando receber o açúcar devido ao aperto de oferta no mercado físico.
O açúcar bruto para agosto avançou 0,50 dólar, ou 0,2%, para 331,70 dólares a tonelada.
Marcelo Teixeira e Maytaal Angel