Os contratos futuros do açúcar bruto negociados na ICE fecharam praticamente estáveis nesta quinta-feira, com o mercado se consolidando após atingir uma máxima de dois anos no início da semana.
O contrato março do açúcar bruto fechou em alta de 0,01 centavo de dólar, a 14,74 centavos de dólar por libra-peso, tendo atingido máxima de dois anos na terça-feira, quando tocou 15,13 centavos.
O preço do açúcar tem sido guiado pela redução na produção de regiões-chave, como Índia, Tailândia e União Europeia, embora o mercado esteja se consolidando por ora, com fundos rolando posições compradas mais próximas.
Operadores disseram que uma nova sequência de altas no açúcar parece possível, uma vez que o produto continua a manter a maior parte dos ganhos deste ano.

As usinas do Brasil já fixaram preços em contratos de vendas para cerca de 12 milhões de toneladas de açúcar da safra 2020/21, ante fixação para 10,2 milhões de toneladas no mesmo período de 2019/20, segundo a Archer Consulting.
“Produtores brasileiros obviamente podem fixar mais, mas desconfiamos que as vendas estejam enfrentando uma inércia no crescimento”, disse o Commonwealth Bank of Australia em nota.
O grupo sucroalcooleiro francês Tereos afirmou que uma recuperação nos preços do açúcar e a forte demanda por etanol devem dar impulso à performance da empresa até o final do ano. A empresa registrou melhora nos resultados no terceiro trimestre de 2019/20, embora o nível de endividamento continue a subir.
O açúcar branco para março avançou 0,40 dólar, para 414 dólares por tonelada, após tocar uma máxima de dois anos e meio na terça-feira (420 dólares).
Maytaal Angel