Os contratos futuros do açúcar bruto negociados na ICE chegaram a registrar ganhos no início da sessão desta terça-feira, mas acompanharam uma reversão de tendências no mercado do petróleo ao longo do dia e fecharam em leve queda.
O contrato maio do açúcar bruto fechou em queda de 0,07 centavo de dólar, ou 0,7%, a 10,38 centavos de dólar por libra-peso.
“Ainda é melhor para as usinas brasileiras produzir açúcar do que o concorrente etanol, que é negociado na moeda local”, disse em nota o Commonwealth Bank of Australia.

Por meio de contratos futuros da ICE em Nova York, usinas do Brasil já fixaram preços para vendas de 17 milhões de toneladas de açúcar na temporada 2020/21, ante 11 milhões de toneladas em igual período do ano anterior, disse a consultoria Archer.
A empresa de pesquisas afirmou que apesar da recente queda nos preços, mais vendas antecipadas devem ser verificadas por usinas do Brasil, já que o real tem operado em uma mínima histórica ante o dólar.
O açúcar branco para maio recuou 1,70 dólar, ou 0,5%, a 328,40 dólares por tonelada.
Marcelo Teixeira e Maytaal Angel