Os contratos futuros do açúcar bruto na ICE caíram mais de 5 por cento nesta segunda-feira, com o contrato mais ativo tendo sua maior queda diária por vendas de fundos, acionados por um declínio abaixo do nível-chave dos 12 centavos de dólar.
O contrato outubro do açúcar bruto encerrou em queda de 0,69 centavo de dólar, ou 5,6 por cento, a 11,56 centavos de dólar por libra-peso, maior baixa diária do contrato.

A fraqueza da moeda do Brasil, maior produtor global de açúcar, contra o dólar norte-americano também pressionou os preços, disseram operadores.
A perspectiva de continuidade da forte produção na Índia permaneceu um fator baixista, assim como o declínio nos preços do etanol no Brasil, que torna o uso de cana na produção do combustível alternativo menos atrativo e deixa mais cana disponível para o açúcar, segundo os operadores.
"O etanol continua a limitar os preços do açúcar e, no longo prazo, duas regiões em que a produção pode cair em 2019/20 (Brasil e União Europeia) estão sendo compensadas por uma área em que a produção deve continuar (Índia)", disse a corretora Marex Spectron.
O açúcar branco para outubro recuou 12,40 dólares, ou 3,6 por cento, para 331,50 dólares por tonelada.
Marcy Nicholson e Nigel Hunt