Os contratos futuros do açúcar bruto negociados na bolsa ICE caíram nesta quinta-feira, 14, em meio a sinais de oferta abundante no Brasil, o maior produtor global.
O açúcar bruto para entrega em julho caiu 0,39 centavo de dólar, ou 2,5%, a 14,99 centavos de dólar por libra-peso, revertendo quatro sessões consecutivas de ganhos.
A produção de açúcar na região Centro-Sul do Brasil na segunda metade de abril deve ter aumentado 72,7% em relação ao ano anterior, segundo uma pesquisa da S&P Global Commodity Insights.

O aumento da produção é resultado do aumento da moagem de cana-de-açúcar, o que significa que a produção de etanol do Brasil deve aumentar ainda mais do que a de açúcar durante o período.
As usinas priorizaram a produção de etanol em detrimento da produção de açúcar no início da temporada 2026/27, pois o biocombustível é atualmente mais lucrativo. Mas talvez exista a possibilidade de o setor ajustar o mix de produção para dar conta de toda a cana a ser processada.
No entanto, para limitar as perdas com açúcar, a Índia proibiu as exportações na quarta-feira, 13. A medida, com efeito imediato, segue até 30 de setembro de 2026 ou até novas ordens, já que o segundo maior produtor de açúcar do mundo está tentando controlar os preços locais.
Por sua vez, o contrato mais ativo de açúcar branco caiu 2,7%, para US$ 442,90 a tonelada.
May Angel e Marcelo Teixeira