Os contratos futuros do açúcar bruto na ICE despencaram mais de 3 por cento nesta quinta-feira, em uma sessão de forte volume, com o mercado sendo pressionado pela fraqueza da moeda do Brasil, maior produtor da commodity.
O contrato julho do açúcar bruto encerrou em queda de 0,47 centavo de dólar, ou 3,9 por cento, a 11,73 centavos de dólar por libra-peso, depois de chegar a tocar 11,70 centavos de dólar, mínima do primeiro contrato desde 21 de maio.

Essa foi a segunda queda acentuada do contrato nesta semana, com uma queda semanal de 6 por cento até o momento, após o fim da greve dos caminhoneiros no Brasil.
O real brasileiro caiu para sua mínima em mais de dois anos, já que as preocupações com as perspectivas fiscais do país adicionaram combustível à depreciação da moeda, apesar do aumento da intervenção do Banco Central.
A expectativa de alguns de que os preços do etanol à base de cana-de-açúcar no Brasil caiam, o que poderia deixar mais cana disponível para ser transformada em açúcar no país, também pressionou os preços, disseram operadores.
O açúcar branco para agosto perdeu 11,70 dólares, ou 3,4 por cento, fechando a 335,60 dólares por tonelada.
Marcy Nicholson e Nigel Hunt