Os contratos futuros do açúcar bruto negociados na ICE fecharam em alta pela quarta sessão consecutiva nesta terça-feira, apoiados pelo avanço nos preços do petróleo e por preocupações reduzidas quanto ao excesso de ofertas.
Preços mais altos do petróleo desencorajam usinas brasileiras de aumentar mais a produção de açúcar em detrimento do etanol.
O contrato julho do açúcar bruto fechou em alta de 0,22 centavo de dólar, ou 2,0%, a 11,22 centavos de dólar por libra-peso, impulsionado pelo otimismo diante da flexibilização de “lockdowns” relacionados ao coronavírus em diversos países.
Um operador afirmou que o mercado se manteve focado em conversas de que produtores brasileiros teriam relativamente poucas vendas ainda a se fazer.

A Organização Internacional do Açúcar projetou um déficit global de 9,3 milhões de toneladas em 2019/20, embora o dado não inclua avaliação para o impacto pelo coronavírus.
A agência estimou que 2,1 milhões de toneladas em consumo podem ter sido perdidas até maio por causa da pandemia. Se isso fosse incluído nos cálculos, teria anulado a maior parte do crescimento de consumo deste ano.
Ainda assim, operadores disseram que o relatório serve como um lembrete ao mercado de que o déficit da atual temporada não desapareceu completamente.
O açúcar branco para agosto avançou 5,20 dólares, ou 1,4%, para 370 dólares a tonelada.
Marcelo Teixeira e Maytaal Angel