Os contratos futuros do açúcar bruto negociados na ICE avançaram nesta terça-feira, impulsionados pelas altas do petróleo e pelo fortalecimento do real, enquanto os preços do café também subiram.
O real mais forte reduz o valor de produtos precificados em dólar – como açúcar e café – nos termos da moeda brasileira, podendo desencorajar vendas antecipadas por produtores.
O contrato julho do açúcar bruto fechou em alta de 0,12 centavo de dólar, ou 1,1%, a 11,05 centavos de dólar por libra-peso.

Operadores disseram que o mercado também recebeu apoio da crescente fila de navios que aguardam para carregar açúcar no Porto de Santos (SP).
“Na verdade, isso não significa que não há açúcar suficiente; apenas que os terminais em Santos não conseguem carregar açúcar rápido o suficiente. Mas o mercado tomou isso como um sinal de oferta apertada”, disse em nota Robin Shaw, analista da Marex Spectron.
A consultoria Archer estima que as usinas brasileiras tenham fixado preços para 81,7% de seu açúcar exportável até o final de abril, o equivalente a 19,2 milhões de toneladas.
A produção de açúcar do centro-sul do Brasil avançou 55,8% na primeira quinzena de maio, a 2,50 milhões de toneladas, disse a Unica nesta terça-feira.
O açúcar branco para agosto avançou 9,50 dólares, ou 2,6%, para 376,40 dólares por tonelada.
Marcelo Teixeira e Nigel Hunt