Os contratos futuros do açúcar bruto na ICE atingiram novas mínimas de quatro semanas nesta quinta-feira, 28, pressionados por sinais de ampla oferta no Brasil e na União Europeia.
O açúcar bruto para entrega em julho caiu 0,21 centavo de dólar, ou 1,5%, a 13,93 centavos de dólar por libra-peso, depois de ter atingido seu valor mais baixo desde o final de abril, a 13,86 centavos de dólar por libra-peso.
A Tereos, fabricante francesa de açúcar e etanol, espera que os lucros de 2026/27 caiam ainda mais, uma vez que os fracos mercados de açúcar, as pressões sobre os custos e a incerteza global continuam a pesar, disse ela após registrar um prejuízo anual recorde em 2025/26.

A segunda maior refinadora de açúcar da Alemanha, a Nordzucker, registrou um prejuízo operacional anual e disse que espera que os fracos mercados de açúcar da UE também levem a perdas em seu novo ano fiscal.
“O setor de açúcar está enfrentando atualmente uma situação de mercado extremamente difícil. Duas safras muito fortes na Europa causaram um claro excesso de oferta, pressionando fortemente os preços”, disse o presidente-executivo Lars Gorissen.
Em outros lugares, o forte início da safra no Brasil, o maior produtor global, está pesando sobre os preços.
A Petrobras aumentou os preços da gasolina na quinta-feira, mas um subsídio oferecido pelo governo manterá os preços nas bombas praticamente inalterados, não conseguindo influenciar o etanol.
Por sua vez, o contrato mais ativo de açúcar branco caiu 1%, para US$ 425,70 a tonelada.
May Angel e Marcelo Teixeira