Os futuros do açúcar bruto negociados na ICE atingiram a mínima de um mês na sexta-feira, 10, caminhando para perdas de 7% na semana, com os investidores concentrados na ampla oferta e deixando de lado o aumento dos preços da energia e a guerra do Irã por enquanto.
Os preços mais altos do petróleo são “altistas” para o açúcar porque podem levar as usinas de cana a reduzir a produção de açúcar em favor do etanol. Nesta semana, o petróleo teve queda acentuada em meio a negociações para o cessar-fogo no Irã.
Assim, o contrato de açúcar bruto com vencimento em maio fechou em queda de 0,17 centavo de dólar, ou 1,2%, a 13,75 centavos de dólar por libra-peso, atingindo seu valor mais baixo desde o início de março.

“O mercado continua mais sensível ao seu próprio equilíbrio entre oferta e demanda do que a fatores externos”, disse a corretora StoneX.
“O açúcar continua a mostrar fraqueza, já que durante a recente recuperação (do mercado futuro) o prêmio de exportação (para o açúcar físico) em Santos não acompanhou. Pelo contrário, (ele) diminuiu”, acrescentou.
A China, o segundo maior importador de açúcar do mundo, elevou sua previsão de produção de açúcar para 2025/26 em 800 mil toneladas em relação ao mês anterior, para 12,5 milhões de toneladas.
Olhando para o futuro, os suprimentos podem ficar mais restritos, já que o centro de previsão climática dos Estados Unidos previu que o fenômeno climático El Niño tem 61% de chance de se desenvolver entre maio e junho de 2026 e deve persistir pelo menos até o final de 2026.
Por sua vez, o contrato mais ativo de açúcar branco caiu US$ 1,30, ou 0,3%, a US$ 412,30 por tonelada, atingindo seu valor mais baixo desde o início de março.
May Angel e Nicole Jao