Os contratos futuros de açúcar bruto negociados na ICE atingiram uma mínima de mais de três semanas nesta quinta-feira, 3, devido a melhores perspectivas de oferta, bem como preocupações de que o aumento da inflação mundial possa prejudicar o crescimento global e diminuir a demanda por açúcar.
O açúcar bruto para março fechou em alta de 0,06 centavo, ou 0,3%, a 17,99 centavos de dólar por libra-peso, após atingir o menor preço desde 10 de janeiro, a 17,77 centavos de dólar por libra-peso.
Operadores disseram que o açúcar está sendo prejudicado por boas colheitas fora do Brasil, embora tenham alertado que é improvável que a cotação caia abaixo de 17,50 centavos no curto prazo, porque ainda há dúvidas sobre quanto a próxima safra do maior produtor global se recuperou do clima adverso no ano passado.
Eles acrescentaram que não houve muita venda no mercado dos países produtores, mas os especuladores também ficaram tímidos no lado comprador depois que o açúcar não conseguiu ultrapassar os 18 centavos.

A Índia, segundo maior produtor de açúcar no mundo, produziu 18,7 milhões de toneladas do adoçante nos primeiros quatro meses de 2021/22, um aumento de 5,6% em relação ao ano anterior, informou a Associação Indiana das Usinas de Açúcar (Isma, na sigla em inglês).
O açúcar branco de março subiu US$ 3,30, ou 0,7%, a US$ 492,50 a tonelada.
Marcelo Teixeira e Maytaal Angel