Os contratos futuros do açúcar bruto negociados na ICE avançaram 2% nesta terça-feira, para uma máxima de sete meses, diante de temores climáticos em diversas regiões produtores, reduzindo as expectativas de um excedente de oferta em 2020/21, e da alta nos preços do petróleo.
O contrato março do açúcar bruto fechou em alta de 0,27 centavo de dólar, ou 2,0%, a 13,88 centavos de dólar por libra-peso, maior nível desde 2 de março.
O primeiro contrato rompeu resistência a 13,77 centavos, com operadores citando preocupações em relação ao clima seco no Brasil, onde a umidade do solo segue abaixo da média.

O tempo seco no Brasil pode reduzir a produção de açúcar na reta final da safra atual, além de impactar a produtividade na temporada 2021.
A situação no Brasil, além dos problemas na Tailândia, Rússia e União Europeia, é vista como algo que pode reduzir o excedente global de oferta projetado para 2020/21.
Por outro lado, a ampla posição comprada mantida por fundos pode resultar em correções para baixo, afirmaram operadores.
O açúcar branco para dezembro avançou 5,70 dólares, ou 1,5%, para 378,90 dólares a tonelada.
Marcelo Teixeira e Nigel Hunt