Os contratos futuros do açúcar negociados na ICE avançaram nesta sexta-feira, com a desvalorização do dólar frente a uma cesta de moedas e as perspectivas de um Congresso dividido nos Estados Unidos impulsionando o apetite de fundos por ativos de risco.
A commodity também recebeu suporte de notícias positivas em termos de fundamentos.
O contrato março do açúcar bruto fechou em alta de 0,43 centavo de dólar, ou 3%, a 14,91 centavos de dólar por libra-peso, voltando a se aproximar da máxima de oito meses (15,23 centavos) registrada na terça-feira.

A desvalorização do dólar torna os contratos futuros mais baratos para investidores que possuem outras moedas. No Brasil, o real avançou mais 2,5% nesta sexta-feira, o que limita as vendas por produtores do país.
Operadores disseram que o mercado segue apoiado pela incerteza em relação à política de exportações da Índia. Preços mais alto são potencialmente necessários para encorajar embarques da segunda maior produtora de açúcar do mundo.
O açúcar branco para dezembro, que expira na próxima sexta-feira, avançou 10,40 dólares, ou 2,2%, para 400,30 dólares a tonelada.
Os contratos em aberto para dezembro somavam 24.313 lotes em 5 de novembro, indicando que uma grande entrega não está descartada.
Marcelo Teixeira e Nigel Hunt