Açúcar: Exportação

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[Açúcar Update] NY retoma os 18 cents/lb e tem potencial para esticar ganhos


Agência Estado - Publicado: 03 Jun 2016 - 10:41

Os futuros de açúcar demerara dispararam ontem na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) e retomaram o patamar de 18 cents por libra-peso, algo que não ocorria desde junho de 2014. De acordo com participantes, as chuvas em excesso no Centro-Sul do Brasil ainda dão suporte às cotações, que podem esticar os ganhos nesta sexta-feira dada a chegada de uma nova frente a regiões produtoras do País.

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Conforme a Climatempo, até o dia 7 de junho deve chover em torno de 70 mm nos Estados de Paraná e São Paulo, com queda de temperaturas. Em Minas Gerais, os acumulados são menores, de 50 mm, mas ainda assim capazes de retardar o andamento da temporada brasileira, como se observou durante alguns dias em maio. Somente Goiás deve permanecer com condições favoráveis aos trabalhos de campo.

Os temores, porém, não se dão apenas com a colheita. "As chuvas estão retardando o carregamento de açúcar nos portos do País", comentou Michael McDougall, diretor do Société Générale, em Nova York, à Dow Jones Newswires. Vale lembrar que os embarques do alimento já vinham sendo pressionados pelo escoamento da safra de soja.

De acordo com agentes, tais informações, somadas a produções menores na Índia e na Tailândia, podem jogar os futuros ainda mais para cima - até porque se trata de um mercado sensível ao movimento dos fundos e especuladores. "Os fundos sabem algo que não sabemos? Talvez estejamos complicando demais, e a verdade é simples: há um déficit vindo, então tudo neste mercado é altista", escreveu a Marex Spectron, em nota. Em 24 de maio, o saldo comprado era de 284.210 lotes, um recorde.

Ratificando esse cenário, o diretor-presidente da Biosev, Rui Chammas, destacou ontem, com base em projeções, que a relação entre estoques e consumo deverá cair pelo quarto ano consecutivo e atingir 37% na safra global 2016/17, ante 41% em 2015/16. Historicamente, as cotações do açúcar reagem quando esse número se aproxima de 30%.

Pelos gráficos, a resistência inicial está nos 18,18 cents/lb, testados ontem. Para baixo, aparecem os 18 cents/lb.

Ontem, julho subiu 67 pontos (3,85%) e encerrou em 18,08 cents/lb, maior nível desde 27 de junho de 2014. A máxima no dia foi de 18,18 cents/lb (mais 77 pontos) e a mínima, de 17,33 cents/lb (menos 8 pontos). Outubro avançou 50 pontos (2,84%) e terminou em 18,10 cents/lb. O spread julho/outubro variou de 19 para 2 pontos de prêmio para o segundo contrato da tela.

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O Indicador de Açúcar calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) fechou a quinta-feira em R$ 78,28/saca (+1,05%). Em dólar, ficou em US$ 21,84/saca (+1,30%). A moeda norte-americana ficou em R$ 3,5843 (-0,21%).

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