Milho

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Abramilho vê isenção de PIS/Cofins com “serenidade” e defende incentivo à produção


Agência Estado - Publicado: 24 Set 2021 - 09:52 | Atualizado: 24 Set 2021 - 12:17

A Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho) disse que vê com “serenidade” a decisão do governo federal de zerar as alíquotas de PIS e Cofins sobre a importação de milho até 31 de dezembro deste ano. Em nota, o presidente institucional da entidade, Cesario Ramalho, diz que a associação é “defensora histórica do livre comércio”.

A Abramilho destacou na nota que a safra brasileira de milho vem historicamente avançando e que o produtor ano a ano incorpora novas tecnologias em insumos agrícolas e em ferramentas digitais. “Além de ser matéria-prima básica para indústria alimentícia e principal insumo para agroindústria de carnes, o milho também passou a ser altamente demandado para fabricação de etanol, o que vem abrindo uma nova fronteira de negócios para toda cadeia produtiva”, afirmou a entidade.

Ainda do lado da demanda, a associação ressaltou também que o cereal brasileiro vem ganhando espaço no mercado internacional nos últimos anos, em virtude da ampla oferta e da excelente qualidade do milho nacional.

“A atual conjuntura de demanda aquecida combinada com a quebras de safra, devido à estiagem, pragas e geadas, é o que vem gerando este cenário de oferta mais limitada e preços mais altos”, justificou a Abramilho.

A associação disse ainda que mantém “diálogo constante” com representantes da cadeia produtiva de suínos e frangos de corte e que recomenda a compra antecipada de milho “a fim de garantir o abastecimento do setor de proteína animal”.

Por fim, a entidade defendeu ser de “fundamental importância” impulsionar a produção nacional de milho. Na avaliação da Abramilho, é necessário estabelecer um plano estratégico de incentivo ao cultivo do grão com apoio direto do governo.

“O produtor precisará do suporte de um plano, ancorado em novas tecnologias, seguro rural abrangente e urgente – não apenas da produção como também da renda do produtor –, crédito equilibrado, mecanismos didáticos e eficientes de comercialização antecipada”, argumentou a entidade.

Isadora Duarte e Julliana Martins